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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
Voto 'certo' de vereadores em exercício de mandato os tem prejudicado na formação de coligações
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Com o período de convenções em andamento, a maioria dos partidos tem reclamado das dificuldades na formação de chapas para a disputa proporcional, que definirá 15 vereadores para a próxima legislatura. Há uma briga interna nos partidos pelo fato de alguns pretensos candidatos não se disporem a concorrer com grupos que tenham vereadores já no exercício de mandato.

Nanicos, vereadores do passado que insistem em voltar à Câmara e novatos que acham ter votos que só as urnas mostrarão se são verdadeiros ou não, se recusam a juntar-se a nomes já conhecidos da política local. Um exemplo de político "excluído" é o parlamentar Cláudio Henrique da Silva (PMN).

CLÁUDIO henrique (2)

Ele vem sendo rejeitado, de uma forma bastante errada, pelos próprios colegas de Legislativo. O motivo para não quererem Cláudio em suas chapas é um só: o voto certo que ele tem. Queira ou não, bem ou mal, ele é o parlamentar que compõe com o governo e que, apesar das dificuldades, acaba conseguindo atender aos pedidos de suas bases eleitorais.

Cláudio é o tipo de político que "enverga mas não quebra". Mesmo tendo adversários e quem não goste de seu jeito de atuar, ele sempre tem votação expressiva e crescente. Talvez por isso, o medo de tê-lo nas coligações que estão sendo costuradas.

Daí surge uma leitura que deve ser feita e praticada. Assim como defendeu o já falecido prefeito Jorge Maluly Netto, o parlamentar passou os últimos sete anos e meio defendendo o governo do atual gestor municipal, Cido Sério (PT).

Defendido pelo parlamentar, Cido tem uma obrigação moral de costurar com seu grupo uma coligação para Cláudio. É a hora de compensar o "óleo de peroba" gasto pelo vereador nas sessões da Câmara para fazer a defesa do atual governo. Coisa que, diga-se de passagem, muita gente não fez.

Talvez fosse interessante os parlamentares da base governista pensarem na composição de chapas mais robustas. Uma vez que a Câmara passará a ter três vereadores a mais a partir de 2017, não é nenhum exagero dizer que o quociente eleitoral - número necessário de votos para eleger um vereador - vai baixar e facilitar a reeleição para a maioria dos parlamentares que aí estão.

O exemplo de Cláudio se repete em todos os grupos políticos que participarão das eleições deste ano. Vereadores que hoje fazem oposição ao governo municipal também encontram resistências para fechar coligações. Uma grande besteira, pois para se eleger todo mundo depende dos votos próprios e também dos que os colegas de chapa terão. Quanto mais, maior é a chance de eleição.
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