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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
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VEJA VÍDEOS: Égua é vítima de maus-tratos em chácara da Prefeitura; guarda municipal ameaça protetora de animais
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A ativista animal Cristina Munhoz foi ameaçada por um guarda municipal no final da tarde desta quarta-feira (09), ao entrar na chácara de apreensão de animais da Prefeitura de Araçatuba, localizada no bairro Vicente Grosso.

Cristina foi ao local após receber denúncia das más condições de uma égua que fora atropelada no último sábado (03), na rua Fundadores. O animal, que pertence ao genro do guarda municipal, está com ferimento exposto na perna dianteira direita, correndo risco de morte por estar suscetível a grave infecção. Ela está amamentando um filhote, que pariu há cerca de um mês.

Cristina registrou boletim de ocorrência contra o guarda, na noite desta quarta-feira, no Plantão Policial, por prática de abuso a animais, ameaça e injúria. Em um vídeo gravado pela protetora, o guarda, que estava fardado e armado, discute com ela e a acusa de vender animais, além de ameaçá-la: "Eu vou medir a sua orelha qualquer dia desses", dispara. E continua: "Vai caçar o que fazer. A única palhaça aqui é você", diz.

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A égua, que segundo a ativista foi recolhida pelo guarda municipal e levada para a chácara da Prefeitura, está com um osso exposto, a pele caindo e tem moscas no ferimento. Se seu estado piorar, terá de ser sacrificada, o que pode comprometer a vida de seu potrinho, que depende da mãe para se alimentar.

Segundo Cristina, que pertence à APA (Associação Protetora dos Animais), de Araçatuba, a égua foi recolhida pelo guarda municipal em seu carro particular e levada para a chácara. Ela disse que chegaram a chamar uma veterinária para examinar o animal, mas não providenciaram os exames pedidos pela profissional.

A égua teria sido levada da chácara, para um local desconhecido, pelo genro do guarda municipal, após a ida da protetora ao local. Ela não sabe onde a égua está e teme por sua vida. "Precisamos localizá-la, pois o ferimento está se agravando e ela corre o risco de ser sacrificada. Se isso ocorrer, seu potrinho também pode morrer", diz Cristina, aos prantos.

Ela contou ao Política e Mais que sua intenção, ao ir à chácara, era de pagar um frete e levar a égua para a Unesp. Com o impedimento de pegar o animal e a discussão com o guarda, ela chamou a Polícia Militar e foi ao plantão policial, onde registrou o Boletim de Ocorrência. Cristina, que é ativista animal há 20 anos, diz que a chácara da Prefeitura não tem condições de receber animais, pois não possui pasto e não é um local limpo.

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O QUE DIZ A PREFEITURA

A Guarda Municipal, questionada pelo Política e Mais via assessoria de imprensa, disse que o animal foi acolhido, passou por atendimento por um médico veterinário, que ainda o acompanha. "O estado do animal é de recuperação, mas seu estado de saúde já apresenta sinais de melhora. Mas, de toda forma, o caso será acompanhado pela direção da Guarda para averiguação da denúncia, que, com certeza, vem no intuito de fortalecer os trabalhos prestados e são bem recebidas", diz.

No entanto, a Guarda Municipal não se pronunciou sobre o destempero de seu funcionário diante da abordagem da ativista animal. Principalmente, sobre ameaças feitas por ele, portando farda da corporação e estando armado na ocasião.
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