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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
Só Arlindo é favorável a CP contra Dilador; 'cambada' barra
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A Câmara de Araçatuba arquivou, em sessão realizada nesta segunda-feira (13), proposta de CP (Comissão Processante) apresentada pelo ex-candidato a vereador Daniel Lameu (Solidariedade), para investigar possível irregularidade por parte do prefeito Dilador Borges (PSDB) na contratação da professora Marly Garcia (PV) para o cargo de secretária da Cultura, mesmo tendo ela uma dívida com o município pelo sumiço de 8 aparelhos de ar-condicionado. Dos atuais 15 vereadores, o único a votar favorável à investigação foi Arlindo Araújo (PPS).

Os demais parlamentares - ou a "cambada", como gostava de criticar o hoje vereador Almir Fernandes Lima (PSDB) nos tempos em que, de fora do Legislativo, via a maioria dos parlamentares arquivarem pedidos de investigação contra o prefeito dos últimos oito anos, Cido Sério (PT) - votaram pela rejeição à proposta de apuração.

Cido Saraiva até deu a impressão de que votaria pela apuração do caso ao destacar, durante discurso na tribuna, que de 2009 a 2016, período em que Cido Sério (PT) foi prefeito, a Câmara arquivou, com votos contrários de parlamentares que hoje integram a situação governista na Casa, 14 propostas de CPI (Comissões Parlamentares de Inquérito) e outras 12 de CP (Comissões Processantes). Apesar de suas colocações, ele foi contrário à proposta, dizendo que cada caso deve ser avaliado de uma forma.

PARECER PELA REJEIÇÃO

O departamento jurídico da Câmara emitiu parecer pelo não recebimento da denúncia, alegando ter sido legal um parcelamento de dívida que permitiu a nomeação de Marly. Ela aceitou quitar em 90 prestações um débito superior a R$ 64 mil, decorrente de condenação imposta pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), pelo sumiço de oito aparelhos de ar-condicionado no período em que atuava como Diretora de Cultura, durante gestão do já falecido prefeito Jorge Maluly Netto.

Arlindo foi o único que fez um discurso incisivo pela apuração dos fatos apresentados no pedido de CP. "Nem que, ao final da apuração, fosse para a Câmara emitir uma certidão ao prefeito dizendo que não fora encontrado nada de errado" se assim apontasse a investigação que não vai acontecer pela preferência da maioria absoluta da Casa em arquivar o caso.

ÚNICO A DESTACAR DECISÃO DO TJ-SP

Enquanto a maioria dos parlamentares preferiram profetizar o discurso de que o prefeito precisa de "tranquilidade" para governar a cidade e resolver os problemas que afetam os araçatubenses, Arlindo foi a fundo no que decidiu o TJ-SP em 2014, quando condenou Marly a indenizar o município em pouco mais de R$ 19 mil. Valor que saltou para R$ 64 mil ao ser atualizado para que ela pudesse virar secretária.

Arlindo destacou que o Tribunal determinou que a dívida fosse paga em parcela única e não de forma dividida. Tema que foi ignorado pelos demais vereadores. Em especial pelo líder de governo, Alceu Batista (PV), colega de partido de Marly, e pelo mais novo integrante da "cambada" legislativa, Almir Fernandes Lima.

PARA LÍDER, MERAS SUCATAS

O líder governista minimizou o caso dizendo que os aparelhos que desapareceram foram comprados em 1988 e em 2004, quando teria ocorrido o desaparecimento, foram retirados de um antigo teatro e classificados como sucata por técnicos que avaliaram os aparelhos. Almir, o homem que sempre cobrou independência da Câmara antes mesmo de ser vereador, disse que os argumentos apresentados eram suficientes para o arquivamento do caso e que o Legislativo "perderia tempo" se desse andamento à apuração.

Arlindo não deixou as colocações em defesa do governo passarem batido e reforçou o desrespeito á determinação do TJ-SP pelo pagamento da dívida em uma única vez. "Depois que o Renan - Calheiros, ex-presidente do Senado - fez aquilo de desobedecer ordem jurídica, parece que virou moda", disparou o pepessista.
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