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ECONOMIA E AGRONEGÓCIO
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CRISE
Renuka do Brasil demite 310 trabalhadores da Usina Madhu, em Promissão
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A usina Madhu, que pertence ao grupo sucroenergético Renuka do Brasil e tem sede em Promissão, a 80 quilômetros de Araçatuba, demitiu 310 trabalhadores nesta terça-feira (5). As dispensas atingiram os setores industrial, rural e administrativo da empresa, que está em processo de recuperação judicial e em vias de ser vendida para um grupo norte-americano.

Conforme funcionários ouvidos pela reportagem, a usina reduziu a moagem de cana-de-açúcar e só está produzindo etanol nesta safra. A empresa, inclusive, está devolvendo áreas arrendadas para o plantio de cana.

Na região de Araçatuba, a Renuka do Brasil possui as usinas Madhu, em Promissão, e a Revati, em Brejo Alegre. Esta última suspendeu a moagem este ano por causa das dificuldades do grupo, que tem uma dívida estimada em R$ 3 bilhões.

A Revati, inclusive, chegou a ser ofertada em leilão, em setembro do ano passado, mas a transação foi suspensa a pedido do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Em Promissão, a Renuka tinha, até então, 2.400 funcionários. Com as demissões, este número cai para 2.090. Nesta quarta-feira (6), o prefeito Arthur Manoel Nogueira Franco, se reuniu com os diretores da empresa. Ele não foi encontrado para falar sobre os impactos destas demissões no município, que tem 40 mil habitantes e a economia baseada no setor do agronegócio, principalmente.

Segundo o presidente do Sindalco, José Roberto Cunha, os 310 trabalhadores da Madhu foram dispensados, mas as homologações não estão sendo realizadas. “Eles dispensaram, mas não pagaram ninguém”, disse. Nesta tarde, estava agendada uma reunião entre o sindicalista e os diretores da empresa para discutir o assunto.

INDIANA

A Renuka do Brasil é o braço brasileiro da indiana Shree Renuka, maior refinaria daquele país, que adquiriu as duas unidades do Grupo Equipav (as então Equipav, em Promissão; e Biopav, em Brejo Alegre). A transação, de R$ 600 milhões, ocorreu em 2010.

Com o endividamento beirando os R$ 3 bilhões, a Renuka negocia a venda de seus ativos a um grupo norte-americano. Uma assembleia será realizada ainda neste mês para apresentar ao potencial comprador as informações sobre o plano de recuperação judicial da empresa.

OUTROS GRUPOS

Na região de Araçatuba, outros dois grupos do setor sucroalcooleiro estão em processo de recuperação judicial: Nova Aralco e Unialco.

A Nova Aralco tem unidades no distrito de Vicentinópolis, em Santo Antônio do Aracanguá, cuja moagem está suspensa; General Salgado (Generalco); Buritama (Figueira) e Araçatuba (Alcoazul). Quando entrou em recuperação judicial, sua dívida estava estimada em R$ 1 bilhão, aproximadamente.

Já a Unialco, que foi adquirida pela multinacional Glencore e possui uma dívida de R$ 700 milhões, possui plantas em Guararapes e Aparecida do Taboado (MS).

IMPORTAÇÃO

O aumento dos custos da produção do etanol no Brasil e a crise no setor abriram as portas para o produto fabricado nos Estados Unidos, a partir do milho. Se antes os norte-americanos é que consumiam o etanol brasileiro, hoje, a situação é inversa.

Segundo a Única (União da Indústria da Cana de Açúcar), o Brasil importou, na safra 2017/2018, 1.735.838 litros de etanol dos EUA, tornando-se o segundo maior comprador daquele país, ficando atrás apenas do Canadá. O número é 23,4% maior do que o volume importado na safra 2016/2017, quando entraram em terras brasileiras 1.405.540 litros de etanol norte-americano.

Até meados da década de 2000, os EUA não produziam uma gota de etanol e chegaram a vir ao Brasil conhecer a tecnologia empregada para a produção a partir da cana-de-açúcar. Hoje, os EUA produzem 50 bilhões de litros por ano, o dobro da produção brasileira.

 


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