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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
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ELEIÇÕES 2018
Quem de Araçatuba e região pode se eleger deputado estadual e federal
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Faltando quatro dias para as eleições gerais de 2018, os eleitores de Araçatuba e região estão na expectativa sobre a possibilidade de eleger deputados estaduais e federais. Apesar dos indicativos de que os futuros presidente da República e governador do Estado de São Paulo serão definidos em um segundo turno, é neste domingo (07) que serão definidos os próximos deputados estaduais e federais.

No caso específico de Araçatuba, a grande pergunta é se, mais uma vez, a cidade passará em branco, sem eleger um ou mais deputados que de fato possam lhe representar na Assembleia Legislativa de São Paulo ou na Câmara Federal, em Brasília.

Se levarmos em consideração a quantidade de candidatos que afirmam representar Araçatuba ou cidades da região – são 17 no total, sendo nove concorrendo a estadual e oito a federal – de imediato poderíamos cravar que as chances são mínimas. No entanto, as composições políticas indicam o contrário.

Sim, são reais as chances de Araçatuba eleger tanto deputado estadual como federal e, assim, sair da sombra de Birigui, que por muito tempo vem elegendo Roque Barbieri (PTB) como seu representante, e por tabela da região, na Assembleia Legislativa.

NOMES COM CHANCES A ESTADUAL

Na disputa a deputado estadual, entre os candidatos que concorrem tendo Araçatuba como base eleitoral, o vereador Cido Saraiva (MDB) é quem mais demonstra força política para conseguir uma cadeira na Assembleia Legislativa. Vereador mais votado no pleito municipal de 2016, ele concorre pela terceira vez a deputado estadual e, neste ano, ampliou sua campanha por todo o Estado e também na capital, São Paulo. 

Saraiva tende a ser o candidato a deputado estadual mais votado em Araçatuba, principalmente porque tem trabalhos assistenciais que o fazem ter boa aceitação pelo eleitorado local. Se tiver realmente os votos que espera em sua base eleitoral, com o trabalho feito em outras cidades, poderá ser eleito dependendo da quantidade de votos conquistados pelos demais nomes de seu partido.

Vice-prefeita de Araçatuba, Edna Flor (PPS), que após muito tempo como vereadora de oposição na Câmara e hoje se vê do outro lado, também pode ter boa votação na cidade. No entanto, para chegar à Assembleia Legislativa de São Paulo ela dependerá de votos de outras cidades, o que pode não acontecer da forma como espera, uma vez que suas composições são em proporções menores se comparada às de outros candidatos. Por conta disso, sua eleição é uma grande interrogação. Assim como para os demais nomes da região – com exceção de Roquinho Barbieri, que tem grande possibilidade de chegar a seu oitavo mandato – que sonham em chegar à Alesp.

NOMES COM CHANCES A FEDERAL

Entre os candidatos que concorrem a cadeiras na Câmara Federal, o ex-prefeito Cido Sério (RB) e o ex-ministro Carlos Gabas (PT) são os que possuem mais chances se forem levadas em consideração as suas composições políticas e estruturas de campanha.

Cido Sério, que trocou o PT pelo PRB, está em um partido onde as apostas são grandes de que dois nomes atuarão como puxadores de votos, permitindo, assim, a eleição de concorrentes que venham a conseguir votações menos expressivas. Celso Russomano pode passar da casa do milhão de votos, por ser um nome de grande conhecimento pelo trabalho que faz em defesa do consumidor, mostrando isso em programas de televisão. E presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, que entra na disputa como candidato a deputado federal da Igreja Universal, é outra aposta de grande votação, podendo, assim, beneficiar outros nomes do partido.

No caso do ex-prefeito de Araçatuba, além de fazer campanha na cidade e buscar apoio entre eleitores de bairros onde realizou obras e nos conjuntos habitacionais inaugurados em sua administração, ele também tem feito composições para buscar votos em outras cidades. Cido Sério tem intensificado sua campanha em São Paulo, cidade onde teve votos que o ajudaram a se eleger deputado estadual, em 2006, antes de virar prefeito.

O petista Carlos Gabas é um dos nomes mais fortes do partido em todo o Estado. Ele entrou na disputa com a chancela da cúpula nacional do partido e, além de estrutura forte em uma grande parcela do estado, tem o apoio do Sindicato dos Bancários de São Paulo e também da CUT (Central Única dos Trabalhadores). É a primeira vez que se candidata e mesmo assim está bem cotado para garantir uma cadeira na Câmara Federal.

Gabas é de Araçatuba, cidade onde iniciou carreira no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), repartição que chegou a comandar em todo o Estado, se tornando, durante a gestão do PT no comando do Brasil, assessor executivo e ministro da Previdência Social.

PODEM SURPREENDER

Dois vereadores de Araçatuba, o presidente da Câmara, Rivael Papinha (PSB), e o independente Arlindo Araújo (PPS), podem surpreender nas eleições deste ano. Ambos sabem das dificuldades que enfrentam na busca pelo voto, principalmente no que se refere a apoio. No entanto, sabem que podem surgir como surpresas na corrida à Câmara Federal. A expectativa é de que tenham votações pelo menos expressivas, o que pode cacifá-los para eleições futuras, como a disputa pela Prefeitura, daqui a dois anos, .

DEVEM MARCAR POSIÇÕES

Dos demais candidatos que dizem representar Araçatuba ou cidades da região no pleito eleitoral deste ano, o que se percebe é que participam da disputa mais com possibilidades de marcarem seus nomes para futuras eleições municipais que, propriamente, conquistar alguma no próximo domingo.

São os casos, na corrida à Câmara Federal, de Indalécio Lima (PPL) e Eduardo Lunardelli (NOVO), que se colocam como candidatos de Araçatuba, apesar de terem bases, respectivamente, em Ilha Solteira e Valparaíso. E de Leandro Moreira (PRB) e Marco Pilla (PSDB), que concorrem por Birigui e Andradina.

Entre os concorrentes a deputado estadual, Filipe Fornari (Podemos), Felipe Luiz (NOVO) e Joaquim Goma (PCdoB), como candidatos por Araçatuba, tem chances pequenas de eleição. Tanto pela estrutura de campanha que possuem como por composições partidárias.

O mesmo vale para Jamil Ono (Patriota), ex-prefeito de Andradina; Francisca Britto (PCdoB), de Birigui; e Everton Sodário (PSL), advogado de Mirandópolis que tenta pegar carona na onda do presidenciável de su partido, Jair Bolsonaro, na tentativa de atrair votos.


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