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POLÍCIA E JUSTIÇA
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MEGAOPERAÇÃO
Protege guardava R$ 50 milhões até assalto; 21 bandidos foram presos
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A Polícia Civil concluiu inquérito sobre o assalto à transportadora de valores Protege, em Araçatuba, na madrugada do dia 16 de outubro de 2017. Na ocasião, bandidos fortemente armados explodiram a sede da empresa, que funcionava no bairro Santana, e levaram cerca de R$ 10 milhões de um montante guardado no local estimado em R$ 50 milhões.

Em entrevista nesta sexta-feira (17), primeiro ao SBT Interior e posteriormente em coletiva na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), o delegado Antônio Paulo Natal revelou que 21 criminosos envolvidos no mega-assalto estão presos e outros cinco se encontram foragidos. Quatro pessoas investigadas pela Polícia Civil foram liberadas por não terem envolvimento com o crime.

Ao falar sobre a organização dos criminosos, no assalto milionário à Protege, o delegado destacou o tamanho da quadrilha responsável pelo crime. "No dia da ação, a gente acredita que de 25 a 30 pessoas participaram, mas outras estão indiretamente ligadas e ajudaram a planejar a logística do crime", diz o delegado.

Há dois meses, a Polícia Civil desencadeou a operação “Homem de Ferro”, uma referência ao policial André Luís Ferro da Silva, de 37 anos, morto por bandidos que participaram do assalto. Na época, 16 criminosos haviam sido presos de um total de 24 identificados por participação na ação criminosa.

Atualmente, com a maioria dos assaltantes presos, a Polícia Civil atua em uma nova estratégia de investigação. Segundo o delegado, o objetivo agora é identificar imóveis que tenham sido comprados com o dinheiro roubado da Protege. Bens que podem ter sido comprados em nomes de “laranjas”, pessoas usadas para esconder os reais donos dessas propriedades.

MAPA DAS INVESTIGAÇÕES

Os presos até o momento por conta do roubo à Protege foram localizados em cidades de São Paulo, incluindo a capital, e também nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e Goiás. A maioria das prisões ocorreu há dois meses, em uma megaoperação que contou com 600 policiais e o apoio do helicóptero Pelicano da Polícia Civil para o cumprimento de um total de 24 mandados de prisão temporária e outros 147 de busca e apreensão.

Na região ocasião, a polícia prendeu dois homens em Birigui acusados de fazer parte da quadrilha. Foram cumpridos mandados ainda em Guararapes, Buritama, Coroados, Glicério e até em penitenciárias. Um dos homens presos em Birigui é acusado de alugar uma casa próxima à Protege, no bairro Santana, utilizada pelos bandidos para colher informações na região. O acusado também teria ajudado na rota de fuga, pois conhecia bem o distrito de Juritis, em Glicério, onde está localizado o rancho para onde foi a quadrilha cinco dias antes do crime, para recepcionar os outros integrantes da organização.

A polícia civil estima que a quadrilha tenha entre 25 e 30 bandidos que participaram do assalto à Protege. Dois meses após ter sua sede explodida, a transportadora de valores mudou de endereço, para um novo prédio, mais amplo e aparentemente mais seguro, no bairro Parque Industrial.

INTELIGÊNCIA

Para desvendar o crime, a polícia civil utilizou novas tecnologias de inteligência policial durante a investigação, que durou nove meses. A complexidade do caso dificultou o trabalho da polícia, porque a organização criminosa era composta por células compartimentadas e cada uma tinha uma tarefa. Uma delas cuidou do planejamento do crime e outra da execução. 

Havia ainda a célula que providenciou os carros blindados, a que cuidou das armas e a outra que era formada pelos especialistas em explosivos, que detonaram as dinamites na sede da Protege na madrugada do dia 16 de outubro. “Muitos dos integrantes da quadrilha não se conhecem, praticaram o crime e foram para as suas cidades. Os chefes se conhecem, mas os que estão abaixo, não, o que dificultou o trabalho da polícia”, pontuou o delegado Paulo Natal quando a operação “Homem de Ferro” teve início.

A polícia estima que o roubo à Protege tenha custado R$ 1 milhão aos criminosos, devido ao aparato utilizado na ação, com armas usadas pelo Exército, carros blindados e aluguel de imóveis para abrigar a quadrilha.

Conforme o delegado da DIG, além de perigosa, a organização tem alto poder econômico, pois atua no furto a bancos, roubo de cargas, e tráfico de drogas. Membros desta quadrilha também participaram de assaltos a empresas de valores em Campinas, Ribeirão Preto, Rio Claro, Piracicaba e Uberaba (MG).

Com informações de Kaio Esteves - SBT Interior 


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