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ECONOMIA E AGRONEGÓCIO
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INFLAÇÃO
Preços do leite e de embutidos disparam nos supermercados
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A greve dos caminhoneiros continua causando impacto nas gôndolas dos supermercados. Com estoques reduzidos e problemas no abastecimento, alguns produtos tiveram reajuste que ultrapassam os 50% nos preços. É o caso do leite e dos embutidos, como salsichas e linguiças. Não bastasse isso, os supermercadistas sinalizam que, em função do aumento no valor dos fretes, os produtos em geral devem ficar, em média, entre 3% e 5% mais caros.

A explicação para a alta no preço do leite e de embutidos, segundo o supermercadista Carlos Fernando Felipe, é a perda do produto no campo.

Sem o transporte rodoviário, muitos produtores e cooperativas não tiveram alternativa a não ser jogar o leite fora ou deixar os bezerros mais tempo com as matrizes, estimulando as mamadas para não perder o produto.

Da mesma forma, muitas aves e suínos morreram em função da paralisação. “Os fornecedores afirmam que os animais não chegaram aos frigoríficos, por causa da greve, o que reduziu a oferta de embutidos no mercado, forçando a alta de preços”, explica Fernando.

O litro do leite, que era vendido entre R$ 2,60 e R$ 2,90, hoje é encontrado por valores que variam de R$ 3,40 a R$ 4,38, dependendo da marca, embalagem, tipo de leite (desnatado, integral ou semidesnatado) e do próprio supermercado. A alta chega a 53%.

O quilo de uma linguiça que custava R$ 7,00, hoje é vendido a R$ 9,00, ou seja, 28,5% mais. E uma salsicha que era vendida a R$ 5,20, hoje não sai por menos de R$ 7,50 o quilo, aumento de 44%.

Para Fernando, quando os supermercados estiverem novamente abastecidos, os preços destes produtos devem ser normalizados. No entanto, há uma expectativa de alta, ainda que tímida, por causa da publicação da tabela de frete mínimo, pelo governo federal, como forma de acabar com a paralisação dos caminhoneiros, que reivindicavam, dentre outras coisas, o reajuste dos valores dos fretes.

Conforme ele, o consumidor já recuou no consumo de leite, o que deve ajudar a regular o mercado. “O consumidor está sem dinheiro, não consegue gastar, porque seu salário continua o mesmo, por isso, precisa readequar o seu orçamento diante dos aumentos de preço”, disse Fernando.

LOGÍSTICA

Em um comunicado, a APAS (Associação Paulista de Supermercados) fez um alerta sobre o impacto da tabela com preços mínimos para o transporte de cargas e consequente aumento no custo da logística.

“Os setores produtivo e industrial já sinalizaram que a variação para maior na logística de entrega encarecerá as mercadorias em percentuais que podem chegar a até dois dígitos de aumento”.

A entidade, que possui 1.467 associados, informou que será impossível segurar o repasse de preços. “Os percentuais serão ajustados à medida que o setor receber as novas tabelas vindas dos produtores e da indústria”.

 

 

 


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