ARAÇATUBA | 12 NOVEMBRO
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ESPERANÇA
Polonês aceita doar medula a pai de 3 crianças que enfrenta leucemia
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O guararapense Thiago Marini Wilfer, 34 anos, que luta contra a leucemia, ganhará uma nova data de nascimento em 29 de novembro de 2018. Neste dia, ele receberá o tão aguardado transplante de medula óssea. E seu anjo salvador será mesmo o jovem polonês de 26 anos, que apresentou 90% de compatibilidade com o paciente brasileiro.

Em um vídeo postado no Facebook, Thiago diz que está extremamente feliz e aliviado e não contém a emoção ao agradecer às pessoas que ajudam e acompanham as suas batalhas contra a doença. “São lágrimas de felicidade. É uma luta, pra quem tem leucemia, é uma luta. Obrigado a todo mundo pelas doações, pelos cadastros, por me acompanhar”, agradeceu. 

Ele também fez um apelo para que as pessoas continuem se cadastrando como doadores de medula. “Por favor, por favor, não deixe de ser doador. É muito simples ser doador, vocês podem salvar uma vida. Não desistam, por favor”, pediu. “A leucemia não escolhe criança ou adulto, homem ou mulher. Não há prevenção pra leucemia. Por favor, procure um hemocentro e se doe também”, completou.

Thiago tem consciência do que irá enfrentar pela frente, mas está otimista. “Vai ser uma parte muito dura, mas eu vou vencer. Tem muita gente nessa situação e a gente não pode silenciar, a gente não pode achar que não é com a gente”, disse. “Certamente, eu sou o homem mais feliz, hoje. Eu quero minha família, eu quero viver. Obrigado, pessoal, obrigado”, finalizou.

PROCEDIMENTOS

Até a data do transplante, Thiago continuará com o tratamento de quimioterapia. É que a leucemia voltou um pouco na medula e infiltrou nos nervos da face, olhos e cabeça. Ele ficou dez dias internado, porém está respondendo muito bem ao tratamento, segundo a esposa, Marina Wilfer. “Temos muita fé que até a data do transplante ele estará zerado novamente e o transplante será um sucesso, a sua cura”, afirmou, confiante. 

O transplante será realizado no IBCC (Instituto Brasileiro do Controle do Câncer), em São Paulo. Thiago deverá ser internado no dia 21 de novembro. Antes do procedimento, receberá sessões de radioterapia e quimioterapia. No dia 29, receberá as células do jovem polonês – o transplante dura duas horas, em média, e é semelhante a uma transfusão de sangue.

Thiago deverá ter alta médica do IBCC em janeiro, já que a pega medular (quando a medula nova começa a funcionar no transplantado, produzindo células do sangue em quantidades suficientes) demora cerca de um mês.

Depois disso, Marina e Thiago vão permanecer na capital paulista, morando próximo ao hospital, porque ele pode ter reações após o transplante. “Nós vamos ter que ficar em São Paulo, porque, se ele passar mal, precisa ser socorrido imediatamente”, explica Marina.

O principal receio é que Thiago possa desenvolver a chamada doença enxerto-contra-hospedeiro, que ocorre quando as células do doador (o enxerto) reagem contra o organismo do paciente (hospedeiro). No entanto, a doença pode surgir mesmo que o doador seja um irmão ou irmã.

Ela pode ser aguda, ocorrendo nos primeiros 60 dias após o transplante e comprometer a pele, fígado e o trato gastrointestinal. Já a crônica surge até um ano após o procedimento e compromete vários órgãos, como olhos ou pulmão. O tratamento é feito com medicamentos e acompanhamento de exames laboratoriais.

Amigos realizam churrasco beneficente para arrecadar recursos

Para custear a permanência de Marina e Thiago em São Paulo (os filhos vão permanecer com familiares em Sorocaba, onde residem), um grupo de amigos está realizando ações solidárias com o objetivo de arrecadar recursos. 

O casal precisará alugar um imóvel próximo ao IBCC, na Mooca, onde deverão morar de três a seis meses, até que a saúde de Thiago se estabilize após o transplante.
Ainda há os custos com medicamentos, vacinas (ele precisará tomar todas as vacinas novamente, como seu fosse um bebê, após receber a medula nova), alimentação, transporte, entre outros.

Em Guararapes, amigos da família estão promovendo um churrasco beneficente, no próximo sábado (3), às 19h30, no Centro de Eventos Dom Luís Orione. Os convites estão sendo comercializados a R$ 25,00. 

Até agora, foram vendidos 800 convites, mas a meta dos organizadores é vender 1.200 convites até o sábado. É possível comprar com cartão de débito e crédito. 

O convite dá direito a concorrer a diversos prêmios, como notebook, celular, bicicletas, tanquinho, CNH (Carteira Nacional de Habilitação), purificadores de água, ventilador, cadeiras de área, liquidificador, batedeira, sanduicheira, kit Boticário, churrasqueira, edredons, suqueira, óculos de sol masculino e feminino, relógios, mesa com quatro cadeiras, pipoqueiras, dentre muitos outros.

Há vários pontos de venda em Guararapes (veja lista abaixo). Mais informações sobre o churrasco beneficente em favor da saúde de Thiago podem ser obtidas com a Silene, pelo (18) 981082095.

Os convites estão sendo vendidos nos seguintes locais, em Guararapes:
Drogaria Total

3606-2021
Pça N.S. da Conceição, 374
Planet Acessórios e Presentes
3606-5670
Av. Rio Branco, 991
Rabisco Papelaria e Presentes
3406-2241
Av. Euclides Amaral Marques de Oliveira, 225
Comercial Cristo Rei
3606-1726
Rua Campos Salles, 1365
Loja Tim
3406-3615
Rua Marechal Deodoro, 866
Casa de Pesca Pantanal
3406-1544
Av. Rio Branco, 353
Nikiba Store
Av. Marechal Floriano, 1080
Padaria do Pardinho
3606-2621
Rua Dom Orione, 700
Secretaria da Paróquia São Pedro Apostolo
3606-1127
Rua Dom Orione, 162
Cris Floricultura
3606-1756
Rua Prudente de Moraes, 1044
Farma 10
3606-1648
Pça N.S. da Conceição, 86

MATERIAL COLETADO VEM DE AVIÃO PARA O BRASIL

O material coletado do doador polonês será trazido para o Brasil por transporte aéreo, por um courier (profissional designado levar o material até o hospital onde o paciente será transplantado). O transporte é pago pelo governo brasileiro.

As células-tronco do doador ficam armazenadas em uma bolsa de coleta, que é transportada em uma caixa térmica validada e refrigerada entre 5 e 20° C. A caixa não pode passar pelo raio X nos aeroportos e viaja junto ao courier dentro do avião.

Tudo é alinhado com os médicos que farão o transplante. Eles ficam de sobreaviso, porque o ideal é que o paciente receba as células-tronco do doador em até 72 horas após a coleta do material. Após este tempo, as células começam a perder viabilidade.


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