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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
GERAL
Policial militar confessa tiro contra filho de coronel mas nega intenção de matar; ele deve ir a júri e responder por 3 crimes
Acusado de ter atirado contra o estudante Diogo Belentani, 21 anos, durante um churrasco em julho de 2017, o policial militar Vinícius Oliveira Coradim Alcântara, 21, deve ser levado a júri popular e responder por três crimes: disparo aleatório de arma de fogo, homicídio doloso (quando há intenção de matar) e fraude processual, de acordo com o Ministério Público.

Em pouco mais de quatro horas, o juiz criminal Adeilson Ferreira Negri - que substituiu o titular do caso, o magistrado Márcio Eid Sammarco - conduziu a instrução do processo, colhendo depoimentos de sete testemunhas de acusação, quatro de defesa e do próprio acusado, que acabou confessando ter disparado contra o estudante e ter modificado a cena do crime, apesar de sustentar que não teve a intenção de matar Belentani, que era filho de um coronel da PM.

Conforme o promotor Adelmo Pinho, para o MP ficou claro que no dia do crime o policial militar, em um determinado momento do dia, usou sua arma de serviço para efetuar um disparo aleatoriamente na chácara onde ocorria o churrasco. À noite, Alcântara veio a atirar contra o estudante, após uma discussão, e posteriormente fraudar a cena do crime, colocando a arma na mão da vítima, enquanto ainda estava no chão e antes mesmo de receber qualquer tipo de socorro.

Ao Política e Mais, o promotor disse que, mesmo alegando não ter tido a intenção de matar Diogo Belentani - tese usada pela defesa para desqualificar a ação do réu - o policial militar disse que sua arma estava nas mãos do estudante e que após retirá-la da vítima, se colocou em posição de tiro. No entanto, o disparo, neste momento, teria ocorrido acidentalmente.

Alcântara e Belentani, segundo apuração policial, discutiram durante o churrasco por conta de uma garota. Ela teria relação amorosa com o policial militar e também com o estudante.

Preso preventivamente no presídio Romão Gomes, em São Paulo, destinado a policiais militares que cometem crimes, Alcântara foi trazido para Araçatuba para participar da audiência. Ele aguardará na unidade prisional o andamento do processo.

Com a instrução do caso concluída, o Ministério Público e o advogado de defesa do réu deverão ter cinco dias cada um para apresentar suas alegações finais. Caberá ao juiz titular do caso, Márcio Sammarco, decidir por levar ou não o réu a júri popular. O que está propenso a acontecer, conforme apurou o Política e Mais, devido às circunstâncias do crime.
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