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Pequeno Fernando tem leucemia confirmada 3 meses após morte do irmão
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Três meses após o pequeno Matheus falecer vítima de leucemia, em julho deste ano, seu irmão gêmeo, Fernando, de dois anos e nove meses, acaba de ser diagnosticado com a mesma doença. Neste domingo (14), a comoção tomou conta das redes sociais e uma grande campanha pela doação de medula óssea já começou.

O garotinho, filho da dona de casa Kátia Souza, 36, e do gerente administrativo Edson Souza, 42, começou a apresentar febre na quarta-feira (10) à noite. A temperatura baixava após o menino tomar medicação, mas em seguida, subia novamente, por isso, os pais decidiram levar o pequeno para o Hospital Unimed Araçatuba na sexta-feira (12).

“A gente tinha medo por causa do que o Matheus passou, por isso achamos melhor levar o Fernando para o hospital logo”, contou o pai ao Araçatuba e Região.

No hospital, após a realização do hemograma, perceberam que algo não ia bem, pois as taxas estavam alteradas. Em seguida, foi feito o exame específico da medula e veio o diagnóstico mais temido pelos pais: Fernando também tem leucemia.

Ainda é cedo para saber se ele irá precisar de um transplante de medula. Inicialmente, ele irá fazer um tratamento de quimioterapia, para só depois os médicos avaliarem se haverá necessidade do transplante ou não.

O garoto permanece internado no Hospital Unimed Araçatuba, mas na madrugada desta segunda-feira (15), será transferido para o Hospital de Câncer de Jaú. Isso porque a oncologista pediátrica que atendeu o garotinho, e inclusive cuidou de seu irmão gêmeo, está no final da gestação e não terá condições de acompanhar o pequeno Fernando.

Cristão, Edson Souza disse que ele e a esposa estão sobrevivendo, não vivendo. “É muito difícil, só Deus pra confortar a gente. Estamos sofrendo com a partida do Matheus, ainda estamos tentando nos recompor após a perda de um membro da família e vem outra pancada dessa pra nós e temos que encarar”, desabafou o pai. O casal é pai também de Leonardo, de sete anos.

Ele disse que estão recebendo o apoio moral e as orações de muitas pessoas. “É isso que está nos ajudando. Não sei qual o propósito que ele tem na minha família, mas nós cremos no Deus que faz milagre ainda. Ninguém pode nos confortar além do Espírito Santo de Deus”, afirmou.

Matheus foi diagnosticado com leucemia quando tinha um ano e três meses. Passou por quimioterapia e o tratamento chegou a zerar as células doentes. No entanto, a doença voltou, ele precisou se submeter a uma quimioterapia mais agressiva e o transplante passou a significar a diferença entre a vida e a morte.

O drama de Matheus sensibilizou internautas e uma grande rede de solidariedade se disseminou pela internet, o que levou centenas de pessoas a se cadastrarem como doadores de medula óssea no Hemonúcleo de Araçatuba.

Infelizmente, o pequeno Matheus apresentou várias complicações causadas pelo câncer e não teve condições de se submeter ao tratamento popularmente conhecido como “limpeza da medula”, para zerar as células doentes e tornar o seu organismo apto para o transplante. A família lutava também para encontrar um doador compatível com o pequeno.


Campanha por doadores de medula óssea já começou na internet

Ainda não se sabe se haverá necessidade de o pequeno Fernando receber o transplante de medula óssea. Mas, nas redes sociais, a campanha pela doação já começou. Muitos internautas postam e compartilham pedidos para que as pessoas se cadastrem como doadores no Hemonúcleo de suas cidades.

Ao se cadastrar como doador, a pessoa assina um termo de consentimento, preenche uma ficha com informações pessoas e depois é retirada uma pequena quantidade de sangue (5 ml) do candidato a doador. É preciso levar um documento de identidade.

O sangue do doador será analisado para identificar suas características genéticas que serão cruzadas com os dados de pacientes que precisam de transplante para verificar a compatibilidade.

As doações ocorrem quando há compatibilidade de 90% a 100%, ou seja, a combinação de genes do doador e do paciente deve ser idêntica ou muito próxima do ideal, para evitar o risco de rejeição.

Ao identificar um doador compatível com um paciente, o Redome (Registro de Doadores de Medula Óssea) entra em contato, por isso é importante manter os dados pessoais atualizados no cadastro nacional.

Para ser doador de medula, a pessoa tem que ter entre 18 e 55 anos; estar em bom estado geral de saúde e não ter doença infecciosa ou incapacitante. Pacientes com câncer, doença hematológica (do sangue) ou do sistema imunológica também não podem doar. O ideal é que a pessoa converse com seu médico pra que ele avalie caso a caso.

CHANCE

A chance de achar um doador compatível é de 1 para cada 100 mil pessoas. O Brasil possui o terceiro maior banco de doadores, com 4,5 milhões de pessoas cadastradas, mas o problema é que a miscigenação no País e muito grande, o que dificulta o encontro de doadores compatíveis. Em todo o mundo, são 26 milhões de doadores cadastrados.

SERVIÇO

O Hemonúcleo de Araçatuba fica na Rua Arthur Ferreira da Costa, 330, Aviação. O telefone é (18) 2102-9400.


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