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CIDADES
REDE HEBE CAMARGO
Pacientes com câncer terão tratamento por meio de Central de Regulação

Assim como ocorre com os serviços de urgência e emergência, o tratamento do câncer passará a ser gerenciado por uma central de regulação de vagas, por meio da Rede Hebe Camargo, que está sendo implementada em todo o Estado de São Paulo.  

Hospitais como a Santa Casa de Araçatuba serão credenciados pelo Ministério da Saúde como Unacons (Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia) e estarão aptos a receber pacientes da região de abrangência de seu DRS (Departamento Regional de Saúde).

A mudança, conforme o diretor técnico da Santa Casa de Araçatuba, Sergio Smolentzov, vai acabar com o turismo de saúde e encaminhar os pacientes para as unidades mais próximas, aptas a realizarem o tratamento de que o doente necessita. “É uma boa iniciativa da Secretaria de Saúde do Estado para regulamentar e organizar o fluxo de doente”, afirma.

A Rede Hebe Camargo está sendo implementada agora e vai controlar o fluxo de pacientes em todo o Estado de São Paulo, de acordo com a necessidade do paciente e com os serviços oferecidos pelos hospitais. Uma paciente de Guararapes com câncer de mama, por exemplo, deverá ser encaminhada para Araçatuba, e não seguir para Jaú ou Barretos, por interferência política.

Em oncologia, a Santa Casa de Araçatuba oferece os seguintes tratamentos: oncologia clínica, hematologia, oncopediatria e radioterapia. Já as especialidades cirúrgicas oferecidas são as de cabeça e pescoço, dermatoplástica (pele e mama), cirurgia geral do trato gastrointestinal e urologia. 

As especialidades não pactuadas pelo hospital são ortopedia, oftalmologia, plástica pra reconstrução das mamas. Se um paciente da região de Araçatuba precisar de tratamento em uma destas áreas, deverá ser encaminhado para outras localidades.

Para Smolentzov, a rede vai beneficiar a população e garantir uma agenda ética, sem a necessidade de recomendação. Anteriormente, segundo ele, as demandas eram atendidas com a intercessão de políticos, que usavam o tráfico de influência para encaminhar os pacientes de suas cidades. A maioria, normalmente, seguia para Barretos. 

“O paciente acabava indo pra lá, andava 400 quilômetros e não vinha para a cidade vizinha, onde tinha o atendimento”, exemplifica Smolentzov. Ele acredita que a rede que passará a regular os serviços de oncologia vai enfraquecer o Hospital de Barretos. 

“Barretos é uma ilha de excelência, mas recebe recursos que poderiam ser usados por outros hospitais, porque eles não têm condições de atender todo mundo e há um tráfico de influência para definir quem vai ser atendido lá”, afirmou.

O médico enfatiza que a rede vai proporcionar a otimização dos recursos para o tratamento do câncer no Estado. Além disso, servirá de referência para nortear os investimentos em oncologia. “Se a demanda por determinado tratamento é grande, vou dizer que preciso desse tratamento aqui”, finalizou.


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