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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
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FAZER O BEM
OUÇA: anônimo fala da demissão de chefe de gabinete e intimida
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Um aliado - ou admirador - da administração municipal de Araçatuba deu, na manhã desta quinta-feira (23), mais uma demonstração de como a gestão de Dilador Borges (PSDB) e Edna Flor (PPS) tem entre aliados gente despreparada ou no mínimo desprovida de racionalidade à altura de quem se diz disposta a ajudar a transformar a cidade.

Às 10h11 desta quinta-feira, a reportagem do Política e Mais recebeu uma ligação de um número privado em que a pessoa dizia estar dispostas a passar informações sobre a exoneração do agora ex-chefe de gabinete da secretaria de Desenvolvimento e Relações do Trabalho, Giuliano Mikael Tonelo Pincerato, e da pasta em si.

A reportagem gravou a ligação, que partiu de forma anônima e tem, em 5 minutos e 4 segundos de conversa, conteúdo intimidador - para não falar novamente em ameaça disparada contra o site por pessoas que tenham algum tipo de relacionamento com a atual gestão.

PROPINA?

Para se ter ideia do despreparo, o homem, com voz grave, que ligou para a reportagem e não teve o interesse em se identificar, chegou disse que o chefe de gabinete foi exonerado por não gostar de exposição a sua pessoa. O informante anônimo, intimidador e ao mesmo tempo defensor da pasta de Desenvolvimento, disse que o demitido trabalhou em meados de dezembro de 2016 e de janeiro, sem receber por isso

"Se o senhor não sabe, ele começou a trabalhar em meados de dezembro, trabalhou meados de janeiro sem receber um tostão. Sem precisar de propina ou algo do tipo para fazer as atribuições dele", disse a pessoa do outro lado da linha, usando uma palavra forte, que se refere ao pagamento a alguém pelo cometimento de atos ilícitos.

O intimidador, no decorrer da conversa, fez longa defesa da secretaria. Demostrava até mesmo que falavam em nome do secretário Erik Carneiro da Silva. Disse que o chefe de gabinete demitido saiu por não concordar com as exposições a sua pessoa - ele se encontrou na Disney recentemente com o comandante da pasta em questão, em pleno início de administração - e por não concordar com algumas coisas que foram ditas pelo Política e Mais.

"Muito pelo contrário, a secretaria de Desenvolvimento Econômico, Relações do Trabalho e Agronegócio, ao qual o secretário é o mesmo, ela tem constantemente evoluído para capitar negócios para a cidade. Seria interessante uma hora que o senhor tiver oportunidade ligar para o secretário ou para o assessor, que estão em constante contato com empresários, muitas propostas para serem entregues a Araçatuba, para tirar essa situação a limpo, né, para não ficar essa situação de uma vagarosidade no atendimento, fato que não acontece. A gente que presencia algo, dentro ou internamente à secretaria, a gente vê que isso tem acontecido bastante, tá", afirma o anônimo.

ATAQUE

Ele também aproveitou para atacar a reportagem. "Agora, fazer algumas colocações, isso é o seu trabalho, Mas o trabalho de um bom repórter, aquele que realmente tem uma seriedade, ele tem que buscar ambos os lados. Ele tem que ser imparcial. E eu confesso ao senhor que o contato que o senhor tem dentro da secretaria, ao qual já foi descoberto, vai te contar a verdade", afirma, dando a entender que em "caça às bruxas", o comando da secretaria teria descoberto quem passa informações da pasta ao site. "Então estes são os problemas da exoneração do chefe de gabinete. Por causa de problemas pessoais e por não gostar de exposição. Se ele gostasse de exposição ele colocava uma melancia na cabeça e saia desfilando".

Questionado se a reportagem estava falando com o próprio exonerado, a pessoa do outro lado da linha disse: "Muito pelo contrário. O senhor pode estar falando com alguém próximo ao exonerado e que tem contato com tudo que ele está fazendo, que até virou um confidente dele. Porém, acredito eu que neste momento ele deva estar na secretaria, mesmo exonerado. Porque se o senhor não sabe, ele começou a trabalhar em meados de dezembro, trabalhou meados de janeiro sem receber um tostão. Sem precisar de propina ou algo do tipo para fazer as atribuições dele", disse.

Questionado se o Política e Mais citou a palavra "propina" na reportagem publicada sobre a demissão do chefe de gabinete, a pessoa tentou corrigir. "Não, apenas foi uma menção do que ainda o Brasil acredita que os políticos possam receber. E muito pelo contrário, alguns deles não recebem", declarou.

A conversa se estendeu por mais alguns segundos e o intimidador encerra dizendo que a reportagem deveria comparecer a qualquer hora para tomar um café com o pessoal da secretaria, e que "a movimentação do corpo, o não sedentarismo ajuda muito bem as pessoas".

OUÇA A GRAVAÇÃO

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