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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
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GERAL
OPINIÃO: A boa educação, o emprego na Fazenda Nacional, no banco privado e a imbecil brincadeira que virou crime
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De que adianta darmos aos nossos filhos boas condições de estudo, de vida e, principalmente, de formação de caráter se, ao chegarem à vida adulta, eles decidirão por conta própria o que fazer, especialmente, como fazer tudo o que pretendem diante da sociedade?

Na teoria, adianta muito. Porém, na prática, é certo que, muitas vezes, tudo que planejamos ou sonhamos para nossos filhos não se concretizam. Passados quatro dias do tão falado furto de um cone na avenida Joaquim Pompeu de Toledo, por quatro belas jovens que aparentavam estar voltando de uma "balada", o Política e Mais entra na questão para opinar sobre o assunto e exaltar o posicionamento do juiz criminal Emerson Sumariva Júnior, que afirma que a lei tem que ser aplicada para todos, sejam ricos, pobres e com todas as diversidades que o mundo, hoje, tem por obrigação aceitar.

Entre as jovens que furtaram o bendito cone, uma trabalha em um banco privado de Araçatuba e a outra em órgão da Fazenda Nacional na cidade, que, por natureza, tem o papel de cobrar a quitação de débitos tributários para com a União. Lidam com números, valores, senão diretamente com dinheiro.

O fato de apenas estas duas jovens estamparem em suas redes sociais os locais onde trabalham já é lamentável diante do que fizeram e, muito provavelmente, vergonhoso para seus pais. Na verdade, para pais e parentes de todas que estavam no mesmo carro naquela manhã de domingo e que cometeram o fatídico crime.

A determinação do juiz Sumariva, para que a Delegacia Seccional acompanhe o inquérito instaurado após o furto, é primorosa. Não é porque se tratam de quatro belas e sensuais jovens que praticaram um crime, "aparentemente bobo", que devem ser privilegiadas ou preservadas.

Como publica o jornal Folha da Região em sua edição desta quinta-feira (08), um outro rapaz cometeu a mesma besteira no ano passado, furtando dois cones, e hoje responde criminalmente pelo ato praticado.

A brincadeira, sustentada pelas quatro loiras, que na última segunda-feira compareceram à delegacia de polícia para devolver o cone e prestar esclarecimentos, certamente teve resultado indigesto para todas elas. E pelo que demonstra o juiz, essa indigestão pode aumentar, uma vez que poderão ser indiciadas por furto qualificado, com penas que vão de 2 a 8 anos de prisão.

Uma sentença dessa, por pena mínima que seja, vai marcar para sempre a vida destas jovens caso venham a ser condenadas. E isso vai causar ainda mais decepção para pais e mães que tanto se emprenharam em dar lhes dar boa educação e formação de caráter.

É um caso típico para se tomar como exemplo. A juventude dos "tempos modernos" em que vivemos não pode continuar imaginando que está acima do bem ou do mal. Que pode brincar com coisa séria ou cometer crimes achando que são irrelevantes.

A punição às jovens do miserável furto, na prática, já vem sendo executada se observarmos que a imaturidade as levou a postar a lambança que fizeram em redes sociais e, consequentemente, cair de imediato num tribunal virtual onde de instantaneamente começaram a ser proferidas sentenciadas com as mais variadas penas.

O Política e Mais defende que as quatro sejam rigorosamente punidas. Não sumariamente como vem ocorrendo na internet, mas com base nas leis e, principalmente, respeitando o amplo direito de defesa. Se a punição for revertida em uma simples prestação de serviços à comunidade, já será de grande valia para que aprendam, de vez, que o que fizeram não contribui em nada com a construção de uma sociedade diferente da que tanto reclamamos hoje.

Esta possível punição tem que servir de exemplo para nós, adultos, na criação de nossos filhos. É uma grande oportunidade de afirmarmos para eles que determinadas brincadeiras - não só podem - são danosas a suas próprias vidas.

O texto acima reflete a opinião do Política e Mais sobre o fatídico furto de um cone por quatro jovens.
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