ARAÇATUBA | 9 DEZEMBRO
| 17:2 | 15° MIN 31°MAX |
Parcialmente Nublado - Fonte: CPTEC/INPE
ObituÁrio
Anunciante
TRISTEZA
Paulinho morre de infarto na praça onde teve lanchonete por 16 anos
09/02/1960
07/12/2018
Anunciante

Morreu, na manhã desta sexta-feira (7), Paulo Sérgio Barbosa, mais conhecido como o Paulo da Praça, Paulinho da Cobrac ou mesmo o tio Paulinho do Salê, lugares onde trabalhou e fez uma legião de amigos. Ele tinha 58 anos e sofreu um infarto fulminante.

Por ironia, Paulo, que manteve uma lanchonete na Praça João Pessoa durante 16 anos, morreu em um banco do local, quando estava a caminho do trabalho, de bicicleta, por volta das 6h.

Ele passou mal, caiu da bicicleta, sentou em um banco da Praça e ligou para a namorada, que foi ao seu socorro, mas, ao chegar ao local, encontrou o companheiro já sem vida.

Paulo manteve uma lanchonete na João Pessoa, também chamada de Praça dos 500 anos, de 2000 a 2016. O local é assim chamado porque foi inaugurado no ano 2000, em comemoração aos cinco séculos do descobrimento do Brasil.

Desde então, mantinha o seu negócio lá. Mas,  após o Ministério Público exigir a retirada de trailers de espaços públicos, a Prefeitura de Araçatuba lacrou a sua lanchonete, no final de 2016.

Após ingressar na Justiça, ele chegou a obter o direito de continuar no local, ainda que liminarmente (decisão judicial provisória), mas o movimento já não era mais o mesmo, pois o período em que o negócio permaneceu fechado acabou espantando os clientes. No início de 2017, encerrou as atividades.

DISPUTADA

Antes disso, a lanchonete era bastante disputada, sendo ponto de encontro do público amante das artes, haja vista que a João Pessoa foi palco de apresentações de grandes artistas, como Chico Batera, Leci Brandão, Ronaldinho do Cavaco, Dona Inah, Antônio Carlos e Jocafe, dentre muitos outros.

O operador de som e luz da Prefeitura, Osvaldir Pereira da Silva, o Magrão, se lembra do amigo como um grande parceiro. “Quando a gente ia montar os camarins dos artistas na Praça, ele sempre providenciava tudo o que nós precisávamos”, conta.

Encerradas as atividades da empresa, Paulo passou a trabalhar como porteiro de um edifício. Ele já tinha superado o fechamento da lanchonete, mas na época, ficou muito abalado emocionalmente.

O genro, Felipe Ishy, conta que Paulo ficou muito triste e frustrado por ter de fechar o espaço, onde servia lanches, porções e bebidas.

“Ele amava aquela praça, cuidava do espaço como se fosse dele e sentiu uma frustração muito grande quando teve que parar. Eu nunca tinha visto meu sogro chorar e, naquela época, ele chorou de tristeza”, contou.

Para Felipe, são muitas recordações do período em que o sogro manteve a lanchonete. “Comemoramos muitos aniversários ali”, relata. Ele sente o fato de que o sogro não mais poderá acompanhar o crescimento dos netos. “Ele amava os meninos, jogava bola com eles, pois gostava muito de futebol, principalmente do Palmeiras”, conta.

Antes de montar a lanchonete, Paulo trabalhou durante sete anos como porteiro do Colégio Salesiano. Foi também funcionário da Cobrac por 20 anos.

Segundo o genro, Felipe, Paulo não tinha problemas de saúde. Ele deixa as filhas Ana Paula Pradela Ishy e Ana Carolina Pradela Barbosa; os netos Pedro, de quatro anos, e Rebeca, de sete; e o genro Felipe Ishi.

A família aguarda a liberação do corpo pelo Instituto Médico Legal (IML). O velório será na capela da Funerária Cardassi da Avenida Saudade, provavelmente, a partir das 18h.

O sepultamento será neste sábado, às 14h, no Cemitério Recanto de Paz, no Rosele.

 

 



O Araçatuba e Região não se responsabiliza pelas notícias de terceiros.
Entre em contato através do telefone ou whatsapp a seguir e saiba como anunciar aqui
(18) 99774 5888
Copyright © 2018 Política e Mais. Todos os direitos reservados.