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LUTO
Conhecido por seu bailão, sanfoneiro Januário morre aos 73 anos
10/06/1945
19/06/2018
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Morreu na manhã desta terça-feira (19), na Santa Casa de Araçatuba, o sanfoneiro Januário Bosco, aos 73 anos, recém-completados no dia dez deste mês. Ele enfrentava um câncer no fígado e no intestino desde o início deste ano e estava hospitalizado havia uma semana.

O músico ficou conhecido pelo Bailão do Januário, evento que realizou durante mais de 30 anos. Ele começou tocando em uma casa na Rua dos Fundadores, depois migrou para o Hangar, na Rua Aviação, e, por último, se estabeleceu em um prédio próprio na Marcílio Dias.

Com sua alegria contagiante, embalou muitos dançarinos em seu tradicional forró. Na década de 1980, quando  ingressou no Hangar, contratado pelo fundador e administrador da casa na época, o seresteiro Aurélio Rosalino, Januário reunia centenas de pessoas na casa de eventos.

“Os bailes superlotavam. O Hangar tinha capacidade para 1,5 mil pessoas e ficava abarrotado nos shows do Januário”, relembra Rosalino. Ele se recorda de que, recém-chegado da capital paulista, o sanfoneiro se destacava no meio musical. Autodidata, tinha grande habilidade para executar a música no acordeom.

 “A partir do momento em que o contratamos, a presença do público aumentou 100% no Hangar”, completa o idealizador da casa de eventos da Rua Aviação, onde Januário tocou por quase uma década.

O sanfoneiro tocava de tudo, acompanhado de um pequeno conjunto, mas eram as músicas dançantes que contagiavam o público, tornando um sucesso o Bailão do Januário.

Nascido em Braúna no dia 10 de junho de 1945, Januário viveu um tempo em São Paulo, entre as décadas de 1960 e 1970, período em que gravou e trabalhou com outros músicos.

Paralelamente aos bailes, o sanfoneiro trabalhou com duplas como Irídio e Irineu, para quem fez o arranjo da famosa canção sertaneja “Bica d’Água”.

Januário também tocou com Belmonte e Amaraí, entre as décadas de 1960 e 1970, e com os sanfoneiros Nardelli e Zé do Fole, de quem foi amigo a vida toda.

O sanfoneiro descobriu o câncer em janeiro deste ano, segundo seu genro, Cesar Nogara. Ele chegou a fazer uma sessão de quimioterapia, mas como ficou muito debilitado, não deu continuidade às sessões.

Januário deixa a esposa, Ione, quatro filhos e um neto. Seu velório será realizado a partir das 17h desta terça-feira (19), na capela da Funerária Cardassi da Avenida Prestes Maia.

O sepultamento será nesta quarta-feira (20), às 16h, no Cemitério Jardim da Luz.

 

 



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