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Araçatuba perde Naoum Cury. E com ele, parte de sua memória histórica
23/05/1929
07/07/2018
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Morreu na tarde deste sábado (07), em Araçatuba, o ex-comerciante e historiador Naoum Cury, aos 89 anos de idade. Araçatubense nato, ele guardava na memória grande parte dos fatos que marcaram a cidade, por isso era sempre lembrado como fonte de informação dos jornais, rádios e emissoras de televisão locais.

Naoum – nome de batismo –, ou simplesmente Naum, como sempre foi chamado pelos araçatubenses, não resistiu a 60 dias de internação para o tratamento de uma pneumonia que atacou seus pulmões no mês de maio.

“Ele já estava com a saúde debilitada, pois no começo de abril sofreu uma queda em casa e fraturou o quadril. Foi operado, ficou alguns dias internado e voltou para casa, onde permaneceu por pouco tempo. Logo retornou para o hospital por conta da pneumonia e lá veio a óbito”, disse ao Araçatuba e Região o jornalista Sirlei Nogueira, enteado de Naoum.

Filho do primeiro comerciante de Araçatuba, Abrahão Cury, o historiador também teve comércio na cidade, um deles a “Casa dos Parafusos”. E foi um dos responsáveis, na década de 50, pelos serviços prestados a pacientes portadores de hanseníase, que na época era chamada de lepra, doença contagiosa que atinge a pele e os nervos de suas vítimas.

Naoum também foi o responsável pelo zoológico municipal Flávio Leite Ribeiro por 14 anos. E foi dono do prédio onde hoje funciona a Caixa Econômica Federal, em frente à Câmara de Araçatuba. Ele esteve na inauguração do banco, há cerca de três anos, após a construção ter sido toda reformada para virar instituição financeira pelo empresário Luís Fernando de Arruda Ramos, que há pouco mais de um ano morreu em um acidente aéreo no Mato Grosso do Sul.

Nascido em 23 de maio de 1929, Naoum completou 89 anos internado no Hospital da Unimed de Araçatuba, onde faleceu neste sábado. Ele tinha uma filha, Helena Cury, de sua relação estável com a companheira Lucinda Nogueira, com quem viveu por 46 anos. 

Nas últimas quatro décadas, Naoum e a família moraram em uma chácara na avenida Baguaçu, à margem do principal ribeirão que corta a cidade. “Ele morou por muito tempo nesse prédio em frente à Câmara, onde hoje é a Caixa Econômica, e há uns 40 anos morávamos juntos nesta chácara”, conta o enteado Sirlei. “Ele era uma pessoa que gostava da história da cidade e a memorizava com muita facilidade, por isso era sempre procurado para esclarecer sobre um fato ou outro”.

O corpo de Naoum está previsto para ser velado a partir da meia-noite na capela da funerária Cardassi, na avenida da Saudade. O sepultamento está previsto para as 17h deste domingo, no cemitério em frente, que leva o mesmo nome da via. 



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