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LUTO
À espera de um transplante de coração, Waldir Caldeira morre aos 55
03/01/1963
30/11/2018
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Morreu na manhã desta sexta-feira (30), na UTI Coronariana da Santa Casa de Araçatuba, o bancário aposentado Waldir Cadeira, aos 55 anos. Ele tinha problemas cardíacos e estava à espera de um transplante de coração.  

Bastante conhecido na comunidade católica, começou ainda menino a tocar violão na Paróquia Sant’Ana. Contava apenas 13 anos de idade e nunca mais parou.

Tornou-se líder do Ministério de Música e, durante mais de 40 anos, tocou nas igrejas São Geraldo, Santa Rita e, mais recentemente, na São Miguel Arcanjo, no Etemp, além da própria Sant’Ana.

Tocava violão de ouvido e passava às crianças o gosto pela música. Tanto que, mesmo doente, ainda tocava na igreja do Etemp.

Caldeira foi também coordenador dos Encontros de Casais com Cristo, os chamados ECCs, que animava com seu carisma, alto-astral e, claro, muita música. Ainda foi catequista e coordenador do grupo de jovens.

O jornalista e professor Cláudio Henrique Ferreira lembra com carinho do amigo. “O Waldirzinho foi sempre um referencial de como servir com alegria. Na paróquia, por meio do Ministério de Música, sempre foi simples e eficaz em tocar pessoas”, afirmou.

“Um homem alegre e cheio de doação. Perco meu guerreiro. O chamava assim por tanta luta superada com alegria. Mas agora ele vai contagiar o céu com seu carisma. Era um coração tão fraterno que não cabia no peito e hoje ganha o amor definitivo do Pai”, completou.

Bancário aposentado, ele trabalhou muitos anos no Bradesco, onde chegou à gerência. O longo período em que trabalhou no banco lhe rendeu amizade com o então presidente da instituição financeira Márcio Cipriano.

Amigo do banqueiro, Caldeira participava de suas festas de aniversário que tinham como atração Zezé di Camargo & Luciano e o Padre Marcelo Rossi, com quem tocava o seu violão, relembra o irmão Waldemir Caldeira, o Papê, que o acompanhava nestas ocasiões. “Eu não perdi um irmão, perdi um amigo”, lamentou.

Foi o próprio Márcio Cipriano quem mandou um jatinho para socorrer o amigo araçatubense quando a doença cardíaca, herdada geneticamente, se manifestou, em 2008. Caldeira foi levado, na época, ao Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo.

Lá, foi diagnosticado com cardiopatia dilatada, doença que limita o bombeamento do sangue pelo coração em apenas 15%, comprometendo a irrigação sanguínea dos outros órgãos. Com isso, teve de colocar um marca-passo e um desfibrilador interno.

“A alimentação dele era bem regrada e ele só podia tomar um litro de água por dia, porque seu rim trabalhava muito pouco”, contou Papê. Ele tinha limitação para andar e sofria de falta de ar.

Recentemente, ficara internado no HCor, em São Paulo, onde fez os exames para a fila do transplante de coração. Infelizmente, não teve tempo de conseguir uma nova chance de viver.

Ele passou mal no sábado (24) e teve de ser internado às pressas, às 3h, com falta de ar e insuficiência renal. Na quarta-feira (28), sofreu uma parada cardíaca, às 23h. A pressão arterial não subia e ele chegou a ficar 30 minutos sem oxigenação no cérebro.

Na manhã desta sexta-feira, seu coração já cansado parou de bater. Ele deixa a esposa, Silvia Helena, e os filhos Waldir Filho, 28, que mora na França e não pôde se despedir do pai, e Ana Carolina, 19.

O corpo de Waldir Caldeira está sendo velado na capela da Funerária Cardassi da Avenida Saudade. O sepultamento está marcado para as 10h deste sábado (1º), no Cemitério Jardim da Luz.

 

CONFIRA ABAIXO A NOTA DE PESAR DA PARÓQUIA SANT'ANA

 

A Paróquia Sant'Ana, com plena fé no Ressuscitado, se sensibiliza com todos os familiares e amigos do irmão Waldir Caldeira, carinhosamente nosso Waldirzinho, que hoje completou sua missão neste plano terreno, e embelezará o Reino Celeste com suas canções e seu carisma ímpar.
Neste momento, os padres Orlando e Roberto, bem como todos os grupos, pastorais e movimentos das comunidades que formam a nossa paróquia, se sensibilizam e oram pela sua passagem, bem como em solidariedade aos familiares e enlutados.
O velório ocorre a partir das 15h30 desta sexta-feira (30) na capela da Funerária Cardassi, na avenida Saudade. O sepultamento ocorre às 10h do sábado (1º), no cemitério Jardim da Luz, ambos em Araçatuba.



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