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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
O voto de Salatino em Papinha e o massacre desnecessário
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A política é e sempre será um dos assuntos mais controversos do planeta. As paixões fazem dela instrumento para os mais diversos tipos de reflexão, ação, incorreção e exagero possíveis. O Política e Mais vai aproveitar para meter a colher num assunto que tem dado o que falar nos últimos dias: o voto do vereador Flávio Salatino (PMDB) em Rivael Papinha (PSB) para presidente do Legislativo.

Vamos começar por onde Salatino é mais atacado. Sim, ele foi o terceiro vereador de uma coligação que teve o vereador mais votado da história de Araçatuba, Cido Saraiva (PMDB), que passou da casa de 8 mil votos. Sim, nessa coligação, ele foi "arrastado" como terceiro parlamentar eleito. Poderia ter sido qualquer outro que tivesse um voto a mais que o próprio, que conquisto 1.658 nas nas últimas eleições.

Massacrado em redes sociais, Salatino, com todo respeito, fez voto suficiente para se eleger por outra coligação. Se estivesse no PV, por exemplo, teria sido eleito como o mais votado do partido e deixado Alceu Batista, o segundo verde eleito, de fora da atual legislatura.

Sobre o votar em Papinha, o novato Salatino fez o que todo mundo sabia que estava encaminhado. Sim, é certo que ele se reuniu com vereadores das chapas que, em tese, elegeram opositores a Dilador, Nem por isso, o que é conversado necessariamente é o que se é praticado.

Com todo respeito, em política não existe muito esse negócio de dar a palavra. O que existe e o caminho que cada um quer seguir, seja ele motivado por interesse ou não. Prova disso, a foto que mostra um grupo grande de "pretensos opositores" do prefeito Dilador junto ao novo prefeito, em seu gabinete, na segunda-feira (02), comprova justamente que cada um age como quer,

Se quisessem de fato ser oposição, não teriam ido ao gabinete do tucano. Mas foram. E teve gente que foi e preferiu não sair na foto só para não dar margem a especulações. Por essas e outras, massacrar Salatino só porque votou de um jeito e não como alguns queriam é demais.

Não se trata de uma defesa gratuita do parlamentar. É uma questão de leitura. Se a própria vereadora Tieza (PSDB), não votou nela própria, com qual obrigação Salatino deveria ter votado na tucana. Em que isso mudaria, uma vez que ela e Papinha são da base de Dilador.

É por leituras exageradas que a política não se desenvolve, na maioria das vezes, como se deve. Todo mundo erra. Todo mundo acerta. Mas, o principal, é que todo mundo tem a chance de corrigir as coisas. O Política e Mais não acredita que Salatino traiu ou deixou de cumprir algo.

Talvez seria mais fácil aceitar o posicionamento de Salatino do que usá-lo como "bode expiatório". Por traz de tudo que rolou até a confirmação de Papinha como presidente da Câmara, muita coisa aconteceu. A preocupação de momento não está exatamente no voto do novato, mas sim na dor causada por uma estratégia que foi mal costurada e que não alcançou o propósito desejado, que era eleger nem Papinha nem Tieza, mas qualquer outro que se viabilizasse com o apoio de quem descarregou votos na tucana.

Passados três dias de nova Legislatura, o melhor a se fazer é aceitar. Engolir a seco, chorar o leite derramado, sofrer a dor da derrota são coisas que não diminuem ninguém. Simplesmente, fazem as pessoas aprenderem. E taque a primeira pedra que acha que não estamos, mesmo, necessitados de aprender com um novo momento? Seja ele de vida, de vivência, político, institucional, espiritual e afins?
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