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OPINIÃO
ARTIGO
O Jornalismo necessário

Globalização, sustentabilidade, liberalismo econômico, liberdade de expressão... conceitos de uma gigantesca comunidade com objetivos e interesses coletivos reverberados pela imprensa, e que nos chegam em um pisar de olhos. É possível a qualquer pessoa com acesso à internet ter uma noção do que ocorre no mundo, a partir da linha editorial do emissor da informação.

Em tratando-se de notícias de abrangência nacional, as “gerais”, como macroeconômicas, por exemplo (taxa Selic, desemprego, PIB, balança comercial, inflação etc.), têm espaço garantido em jornais, rádios, TVs, sites e blogs noticiosos. Entendo que não há problema nisso, desde que não fiquem restritas à abordagem genérica, pois essa exposição já está garantida pela “grande imprensa”.

Porém, nos veículos de comunicação locais e regionais, as informações pulverizadas por agências de notícias e órgãos oficiais precisam ser ilustradas a ponto de descrever, na prática, seu reflexo na vida do cidadão. Segundo a pesquisadora Cicilia Peruzzo, há uma grande demanda regional de informações que evidenciam a proximidade da notícia com o interlocutor. De fato, é a imprensa local que nos dá a percepção da realidade cotidiana.

No jornalismo de proximidade, os veículos de comunicação locais têm a missão de encurtar as distâncias entre a população e os governantes, assim como entre o comércio, os produtos, os serviços e os consumidores. Para Riselda Morais, em “Jornais de Bairro e Mídias Regionais, uma comunicação eficaz!”, esse modelo dá voz a “denúncias, reivindicações, recebe sugestões do munícipe, informa, estimula a cultura da leitura, divulga os eventos regionais, mostra as melhorias realizadas, divulga produtos e serviços, alavanca o comércio de bairro, gera empregos, renda e mobiliza a população”.

Nem seria preciso dizer (mas digo) que a credibilidade da divulgação e do emissor está relacionada a conteúdo de qualidade, independentemente do meio. O que quero dizer é que, se a internet tem características imbatíveis, como a agilidade e a interatividade, também é certo dizer que na versão impressa se tem maior aprofundamento das informações, reportagens com mais fontes e textos mais elaborados. Em qualquer formato de veiculação, a informação deve ser apurada e divulgada com critério.

Como a internet permitiu o acesso direto às informações disponibilizadas por instituições, órgãos oficiais, empresas, ONGs e pesquisadores, isso deu aos veículos de menor porte a possibilidade de independência em relação às agências de notícias e de uma edição apropriada às características de sua região e município. Ou seja, a internet contribuiu para ampliar a cobertura dos veículos locais ou regionais e estimulou a melhoria da qualidade do jornal enquanto produto, tanto no conteúdo quanto no aspecto gráfico.

Como afirma Carolina Carettin, em "Aldeia global: a importância da mídia regional para a comunidade", o maior desafio da mídia regional é criar uma identidade própria, que contribua para o exercício da cidadania. E, para isso, a imprensa livre é protagonista essencial de uma sociedade democrática.

*Marcelo Teixeira é jornalista e empresário do setor de comunicação corporativa


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