ARAÇATUBA | 19 DEZEMBRO
| 5:29 | 23° MIN 34°MAX |
Nublado e Pancadas de Chuva - Fonte: CPTEC/INPE
CIDADES
Anunciante
CIDADES
Nova Belconav? Estaleiro demite e caminha para virar 'sucata'
Anunciante
O ERT (Estaleiro Rio Tietê), a grande conquista do prefeito em fim de mandato Cido Sério (PT) para Araçatuba caminha para encerrar suas atividades na cidade de forma melacólica. Sem novos clientes e com seu principal contrato, com a Transpetro, subsidiária da Petrobras, rompido, a empresa pode fechar.

No último fim de semana, conforme noticiou nesta segunda-feira (07) a TV TEM, o ERT demitiu cerca de 60 funcionários de uma só vez. O Política e Mais já havia falado há algum tempo sobre os cortes na empresa, que hoje não tem para quem construir e vender embarcações.

A sucessão de demissões no ERT, que pertence a um consórcio de empresas, entre elas o grupo Estre, é decorrente da falta de clientes. Inicialmente, o estaleiro foi contratado para construir 20 comboios de empurradores e barcaças para a Transpetro fazer o transporte de etanol pelo rio Tietê.

Ocorre que o ex-presidente da estatal, Sérgio Machado, foi afastado do cargo, virou um dos principais delatores da operação Lava Jato no caso Petrolão e o contrato com a Petrobras foi suspenso com apenas quatro comboios construídos.

Um dos planos do Estaleiro era negociar com empresas de produção de celulose em Três Lagoas (MS). Em especial a empresa Eldorado, do grupo JBS, que também é alvo de investigações por possíveis desvios de dinheiro público e corrupção.

Desta forma, o ERT, que já empregou mais de 400 funcionários, caminha para se tornar a nova "Belconav" de Araçatuba. Empresa que, no passado, também chegou a construir na cidade embarcações para o transporte de mercadorias pelo rio Tietê, mas acabou encerrando suas atividades.

Em entrevista à TV TEM, o Sindicato dos Metalúrgicos de Araçatuba previu novas demissões no ERT, que hoje estaria com cerca de 100 funcionários, muitos sem tem o que fazer no pátio de serviço.

JUSTIÇA

Em tempo, nesta quarta-feira (09), o STJ deve decidir se cabe à Justiça de Araçatuba ou à do Rio de Janeiro julgar uma ação por improbidade administrativa relacionada ao ERT. O Ministério Público Federal acusa a existência de fraude no processo de licitação, realizado em 2012, que resultou num contrato de R$ 432 milhões. Ao todo, 32 pessoas, empresas e órgãos públicos figuram como réus do processo por improbidade administrativa.


Anunciante
O Araçatuba e Região não se responsabiliza pelas notícias de terceiros.
Entre em contato através do telefone ou whatsapp a seguir e saiba como anunciar aqui
(18) 99774 5888
Copyright © 2018 Política e Mais. Todos os direitos reservados.