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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
GERAL
MÚSICA EM LUTO: MORRE O CANTOR RHANY LIMA, AOS 50 ANOS
O cantor Rhany Lima, 50 anos, faleceu no início da tarde desta terça-feira (27), na Santa Casa de Araçatuba, onde estava internado há um dia. Ele tinha trombose, que evoluiu para embolia pulmonar. Seu coração, inchado e já cansado, não resistiu ao infarto que sofreu e o músico deixa o meio artístico de Araçatuba em luto.

O menino pobre, que chegou a trabalhar como cortador de cana e garçom, começou a cantar na década de 1990, quando músicos da Banda Aquarius foram à choperia onde ele trabalhava servindo as mesas. Ao dizer que gostava de cantar, foi convidado pelo músico Marcelo Amorin a assumir o microfone, no bar, e soltou a voz imitando o cantor Fagner. "Ficamos impressionados", conta Amorin.

A partir daí, não abandonou mais os palcos e os bailes da vida, como diz o poeta. Com a Aquarius, fez shows por todo o País. Depois, fez parte da formação da Banda Ensaio, integrada por Miltinho (baixo), Fabinho (violão, guitarra e vocal), Pepa (bateria e vocal) e Rhany (voz).

Em seguida, integrou a Banda Pra Quinteto Falta Um, com Miltinho (violão), Emmerich Ruysam (baixo), Osvaldo Martins (bateria) e Rhany (voz). Na Pra Quinteto, ficou por quatro anos. Recentemente, voltara para o grupo, hoje com nova formação: Angelo (guitarra), Tito Pincerato (bateria), Joãozinho (voz), Joander Contel (teclado), Miltinho (baixo) e Rhany (voz).

Paralelamente ao trabalho com as bandas, Rhany tocava também em barzinhos e restaurantes. Com o amigo Miltinho, cantou por dez anos na antiga Costelaria do Arthur. "Ele tocava de segunda a segunda e era conhecido por cantar de tudo, de Alexandre Pires a Frank Sinatra", conta Miltinho.

TALENTO

Apesar de seu talento ter sido descoberto e incentivado somente na década de 1990, o araçatubense descobriu a música aos cinco anos de idade, conforme relatou o cantor, ao ser entrevistado pela Alma (Associação Livre dos Músicos de Araçatuba).

Anos mais tarde, já trabalhando como profissional da música, o cantor que encantava a todos com sua voz e carisma, se apresentou ao lado de grandes nomes da música brasileira, como Chitãozinho & Xororó, Paralamas do Sucesso e Cesar & Paulinho.

Em 2000, iniciou a gravação de seu primeiro CD, que veio a terminar em 2002, com participações de músicos e compositores locais.

Na mesma época, Rhany passou a cantar sozinho nos bares, com playback. De vez em quando, tocava com amigos, como Marcelo Amorin e Mario Carteado. Com este último, fez seu som derradeiro no Fuá do João, domingo (25), um dia antes de ser internado. O cantor deixa a esposa, Cláudia, três filhos e três netos.

O corpo de Rhany está sendo velado no Memorial Laluce e o enterro deve ocorrer às 17h desta quarta-feira. Os familiares ainda não definiram onde será o sepultamento.
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