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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
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MANIFESTAÇÃO
Mulheres, gays e negros vão às ruas de Araçatuba contra Bolsonaro
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O Movimento Mulheres Contra Bolsonaro reuniu centenas de pessoas na tarde deste sábado (29), em Araçatuba. Munidos de cartazes e gritos de ordem, os manifestantes – a maioria composta de mulheres, gays e negros --, percorreram ruas do centro da cidade para demonstrar que não querem Jair Bolsonaro (PSL) no Palácio do Planalto.

Em todo o País, os atos públicos contra o candidato de extrema direita foram realizados em 116 cidades. Com mobilização pelas redes sociais, milhões de pessoas em todo o Brasil foram às ruas neste sábado, reproduzindo a hastag #Elenão em cartazes e camisetas.

Em Araçatuba, segundo os organizadores, cerca de 400 pessoas participaram do movimento, organizado por coletivos feministas, ONGs LGBTs e movimentos negros. O ato contou com a presença de manifestantes de Auriflama, Bilac e Guararapes. Em Birigui e Penápolis, também houve manifestações contra Bolsonaro.

Os manifestantes se concentraram na Praça Rui Barbosa, por volta das 15h. De lá, seguiram para a Câmara Municipal e marcharam até a antiga estação ferroviária, na Avenida dos Araçás, onde o grafiteiro Rafael Suriani pintou a palavra “diversidade”, em 2016.

Com um megafone, os organizadores do movimento puxavam coros da música #elenão: “Uma manhã, eu acordei e ecoava ele não, ele não, não não...”, cantada em todas as manifestações contra o candidato do PSL e usada como símbolo do que vem sendo chamado de Primavera Feminista no Brasil.

GASTOS PÚBLICOS

Os líderes do movimento também criticaram a postura de Bolsonaro enquanto deputado federal, ao votar a favor da PEC do teto dos gastos públicos, que congelou os investimentos em saúde e educação. Eles também lembraram as mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março deste ano, crimes que até hoje não foram esclarecidos.

FRAQUEJADA

Nos cartazes, frases como: “Sou mulher e não nasci de fraquejada”, numa referência à afirmação de Bolsonaro, ao citar que teve quatro filhos e, no quinto, deu uma fraquejada e teve uma menina.

“Nós nos posicionamos contra os discursos de ódio contra as mulheres, a população LGBT, negros e indígenas”, afirmou um dos líderes do movimento, o advogado Renan Salviano, que preside a AGENDDA (Associação Gênero, Diversidade, Direitos e Afetividade).

PACÍFICO

Alguns apoiadores do candidato do PSL acompanharam parte da manifestação e fizeram transmissão ao vivo pelas redes sociais, mas não houve confrontos nem incidentes. O ato foi acompanhado pela Polícia Militar, com o apoio do helicóptero Águia, e pela guarda municipal

 

 


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