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PROCURA-SE UM PAI
Mulher de Goiás procura pai de sua filha em Araçatuba
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A manicure Flávia Alves de Moraes Rezende, 40 anos, que mora em Palmelo (GO), a 130 quilômetros de Goiânia, quer encontrar o pai de sua filha, homem que conheceu em Araçatuba, quando ainda era adolescente, na década de 1990. O problema é que ela só sabe seu primeiro nome: Amauri. E quase não possui informações sobre ele, com quem saiu apenas uma noite e acabou engravidando, aos 14 anos.

A história parece mais um enredo de novela mexicana. A menina que se apaixona por um homem mais velho, engravida em sua primeira noite de amor e nunca mais o encontra. Para ajudar, muda para uma cidade distante, afastando ainda mais a chance de localizá-lo.

Tudo começou em 1993. Aos 14 anos, Flávia conheceu Amauri por meio de uma amiga que morava na Bertolino Cunha, no Bairro Amizade, em Araçatuba. Juntos, iam às discotecas da cidade, como São Vicente e a extinta Batuki. Em uma destas noites, acabou indo para o motel com o amigo e engravidou.

Flávia conta que tinha uma família desestruturada, a mãe era alcoólatra e nunca a ensinou a usar preservativos para evitar a gravidez. “A gente vivia em condições muito precárias em Araçatuba”, relata. “Eu era virgem, acabei saindo com ele porque estava apaixonada, e na primeira noite, fiquei grávida”, relembra.

A filha, Dantiele Alves de Moraes, 24 anos, nasceu no dia 7 de março de 1994, em Araçatuba. Meses depois, Flávia, sua mãe, irmãs e a pequena filha foram levadas por familiares para Palmelo, cidadezinha de 3 mil habitantes, do interior de Goiás, conhecida por seus trabalhos espíritas, na tentativa de oferecer um tratamento para a mãe de Flávia e tirá-las da penúria que viviam aqui.

A jovem Dantiele nunca conheceu o pai e seu maior sonho é encontrá-lo, apesar das poucas informações sobre ele.

O que se sabe é que Amauri tinha 20 e poucos anos em 1993 – hoje, teria perto de 50 anos de idade. Flávia não sabe onde ele morava na época, mas diz que sempre o via na Rua Vital Brasil, no Amizade.

Segundo ela, ele mede aproximadamente 1,75 m, é moreno claro, tem sobrancelhas grossas e sua filha é muito parecida com ele. “Ao olhar pra minha filha, eu vejo ele, são iguaizinhos”, afirma.

A última vez que Flávia o viu foi em 1994, na Avenida Dois de Dezembro, mas não teve coragem de abordá-lo e contar sobre o bebê. “Eu tinha muita vergonha, era uma menina, tanto que quando engravidei, passei a me esconder dele, não queria nem que visse minha barriga”, lamenta.

Flávia refez sua vida, se casou, teve mais três filhos, mas diz que não consegue esquecer o passado e se ressente pela filha não ter o nome do pai em sua certidão de nascimento. “Eu fico triste, porque os irmãos dela têm pai, e ela, não”.

Por causa do drama que viveu na adolescência, ela afirma ter depressão e tomar remédio desde os 17 anos. “O que eu mais quero é que minha filha encontre o pai”.


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