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ECONOMIA E AGRONEGÓCIO
PARALISAÇÃO DOS CAMINHONEIROS
Milhares de pessoas participam de manifestação com caminhoneiros

Cerca de quatro mil pessoas participaram da manifestação realizada no final da tarde e início da noite desta segunda-feira (28), em Araçatuba. Uma carreata com 700 veículos, entre caminhões, carros e motocicletas percorreu várias ruas da cidade.

Se antes a reivindicação principal era reduzir o preço do óleo diesel, agora, a categoria quer a diminuição dos valores também da gasolina, etanol e gás de cozinha.

Na pauta, eles apresentam até os preços que deverão ser praticados pelo governo: R$ 3,00 para a gasolina; R$ 2,50 para o etanol; R$ 2,40 para o diesel e R$ 2,65 para o diesel S10. Além disso, pedem a redução de 50% nas tarifas de pedágio e reajuste de 15% no valor do frete.

Para eles, se o governo retirar todos os impostos dos combustíveis, será possível chegar aos preços reivindicados. “Enquanto o governo não acatar essas reivindicações, não vamos parar com a greve”, garantiu um dos líderes do movimento em Araçatuba, Odair Marques, o Ferrugem.

Na noite de domingo, o presidente Michel Temer apresentou a proposta de reduzir o valor do diesel em R$ 0,46 e manter o preço reduzido por 60 dias. “E depois de 60 dias, o que vamos fazer? Vamos ter que fazer outra paralisação como esta?”, questionou outro líder da paralisação na região, Fabiano Giacometti, ao descartar o acordo proposto pelo governo.

As negociações em Brasília continuam. Nesta quarta-feira (30), véspera de feriado, haverá um novo encontro entre as lideranças do movimento e representantes do governo federal.

PROTESTO

Os manifestantes se concentraram em frente à Havan. Em solidariedade a eles, os comerciantes fecharam as lojas às 16h30 e se juntaram à manifestação.

Eles percorreram várias ruas da cidade, em carreata e fazendo buzinaço, até o Tiro de Guerra. Lá, com faixas em verde e amarelo, pediram a intervenção militar. “Hoje só tem corrupto no governo, a gente não aguenta mais”, disse Giacomelli. Nas redes sociais, o pedido de intervenção dividiu opiniões: uns apoiaram, outros diziam ser contrários.

CAMINHÕES LIBERADOS

O líder de classe disse que todos os caminhões com medicamentos, oxigênio e insumos hospitalares estão sendo liberados para prosseguir viagem. “A saúde já vem sucateada há muitos anos, agora estão jogando a culpa dos caminhoneiros com oito dias de paralisação”, afirmou.

Em Araçatuba, os caminhoneiros estão em três pontos. Parte está no Posto Cacique, à margem da Rodovia Marechal Rondon (SP-300); outro grupo está em frente à distribuidora da Raízen, na Estrada da Prata; e outro está concentrado na Rodovia Senador Teotônio Vilela, no Guatambu.

Só no Posto Cacique, segundo Giacomelli, estão concentrados 400 caminhões. Há pontos de concentração ainda em Coroados, Guararapes e Avanhandava.

Os caminhões da região estão carregados de produtos variados, como soja, celulose, milho e bobina de papelão. O destino da carga é Santos, Paranaguá, Goiânia, além de cidades do Norte e Nordeste.

 

 


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