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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
MATARAM NO NINHO: Por 8 votos a 6, vereadores se recusam ao menos discutir redução de cadeiras na Câmara de Araçatuba
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A Câmara de Araçatuba, por 8 votos contrários e apenas 6 favoráveis, matou no ninho, na sessão desta segunda-feira (20), projeto de autoria dos vereadores Cláudio Henrique da Sila (PMN), Cido Saraiva (MDB) e Arlindo Araújo (PPS), que previa a redução do número de parlamentares na casa de 15 para 12.

Sequem deixaram que a proposta tramitasse pela Câmara, os parlamentares Alceu Batista (PV), Almir Fernandes Lima (PSDB), Antônio Edwaldo Dunga Costa (DEM), Beatriz Nogueira (Rede), Denilson Pichitelli (PSL), Gilberto Batata Mantovani (PR), Jaime José da Silva (PTB) e Márcio Saito (PSDB)

Com o não da maioria dos vereadores, a proposta sequer tramitará pelo Legislativo. Foi direto da leitura para o arquivo, o que impedirá que o assunto seja discutido com a população, que de fato é quem deveria opinar se Araçatuba merece ou não continuar com o atual número de vereadores, reduzi-lo ou aumentá-lo, uma vez que, por lei, a cidade pode ter até 21 parlamentares.

O curioso no arquivamento relâmpago da proposta é que os vereadores Beatriz e Márcio Saito, que assinaram para que a mesma pudesse ser protocolada na Câmara, acabaram votando contra seu ingresso sem mesmo apresentar suas justificativas para isso. A parlamentar da Rede está em seu segundo mandato e o tucano ocupa cadeira como suplente de Tieza (PSDB), que foi deslocada para ser secretária de Cultura em 2017, mas que já avisou que volta à Casa este ano, fazendo com que seu companheiro de partido deixe de ser vereador.

Durante a votação pela tramitação da proposta, o vereador Gilberto Mantovani, que tem integrado fielmente a base do prefeito Dilador Borges (PSDB) na Câmara em troca de alguns cargos apadrinhados e funções gratificadas para seus aliados, assim como os demais que compõem a base de governo, chegou a dizer que o projeto era "eleitoreiro".

Como um dos três vereadores que assinaram a proposta pela pela redução, modificando a LOM (Lei Orgânia do Município), o parlamentar Arlindo Araújo pediu a palavra para responder ao colega do PR, afirmando que, em 2015, quando a câmara aumentou para 15 o número de cadeiras, ele votou contrário.

"Não foi dito ao microfone mas foi dito aqui no plenário, de que esse era um projeto eleitoreiro, e como eu sou um dos autores do projeto, que visava a diminuição do número de vereadores de 15 para 12, eu quero ressaltar que eu votei contrário ao projeto que aumentou o número de vereadores na casa. Portanto, eu tenho autenticidade para poder apresentar um projeto diminuindo. Entendi que era oportuna a matéria. Então, da minha parte, não tem nada eleitoreiro no projeto", disse.

Além de Arlindo, Cláudio e Saraiva, que assinaram o projeto pela redução, votaram favorável à tramitação da proposta pela Casa, para que fosse ao menos discutida, os parlamentes Lucas Zanatta (PV), Flávio Salatinio (MDB) e Carlinhos Santana (Solidariedade).
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