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ACIDENTE NA BRASÍLIA
Justiça ouve testemunhas, mas não tem prazo para definir Caso Mustang
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A Justiça de Araçatuba ouviu, nesta segunda-feira (06), em audiência no Fórum local, 12 testemunhas de acusação e defesa do “Caso Mustang”, como ficou conhecido o acidente de trânsito na avenida Brasília, envolvendo um carro de luxo, em 12 de março de 2016, que resultou na morte do farmacêutico Alcides José Domingues, de 69 anos.

O Mustang era dirigido pelo empresário Luciano Justo, 33 anos, de Birigui. Ele é acusado de dirigir o veículo a cerca de 140 quilômetros por hora pela avenida Brasília, onde o limite de velocidade é de apenas 60 km/h.

Em audiência realizada nesta segunda-feira, o juiz da 2ª Vara Criminal, Whellington José Prates, ouviu apenas testemunhas. Na próxima segunda-feira (13), pelo menos mais seis pessoas devem prestar depoimento, sendo cinco delas em defesa do empresário.

Além de Luciano, outras três pessoas figuram como rés do processo. Uma delas por facilitar acesso ao automóvel de luxo quando o mesmo já estava apreendido em um pátio, e duas por tentarem ocultar provas, retirando do carro um dispositivo usado para aumentar sua velocidade.

Apesar de já terem se passado dois anos e mais de quatro meses do acidente, ainda não há uma previsão de quando o caso terá uma conclusão. Acusado de ter cometido homicídio qualificado, por dirigir em alta velocidade em uma via cuja quilometragem máxima é limitada, Luciano Justo será ouvido somente após as oitivas das testemunhas arroladas pelo Ministério Público e pelos advogados de defesa do empresário.

Justo esteve presente nesta segunda-feira na audiência com as 12 testemunhas. Ele estava acompanhado de advogados; da esposa, Tatiane Stabile Scanhuela Justo; e do cunhado, Washington Luiz Rosa Morais, que são acusados de ocultação de provas. João Paulo Pereira Dias, que teria facilitado o acesso ao carro no pátio onde estava guardado, em troca de R$ 5 mil, não compareceu.

De acordo com informações obtidas pelo Araçatuba e Região no cartório da 2ª Vara Criminal, além de ter que aguardar a oitiva de testemunhas arroladas para depoimentos em Araçatuba, o juiz Wellington José Prates precisará aguardar o retorno de cartas precatórios emitidas para que mais pessoas sejam ouvidas em outras cidades.

Somente após estas etapas é que Luciano Justo e demais acusados serão interrogados pelo juiz, que terá a missão de decidir se o acidente que levou à morte um idoso, que tinha acabado de sair de uma igreja nas proximidades do Fórum, reúne agravantes suficientes para que o empresário vá ou não a júri popular.

Logo após ser identificado como responsável pelo acidente, o empresário de Birigui chegou a ter prisão decretada por embriaguez ao volante. Determinação que foi revogada pouco depois pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). Segundo a Polícia Federal, o condutor do Mustang, na época, teria deixado o país, o que é negado por seus advogados. Atualmente, Justo se encontra em liberdade e assim deve permanecer até quando for a julgamento.

Com informações e imagens: TV TEM e SBT Interior


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