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CASO BELENTANI
Justiça libera processo para júri de PM que matou filho de coronel
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O Cartório do Júri, do Fórum de Araçatuba, recebeu nesta quarta-feira (11), o processo referente à morte do estudante Diogo Belentani, 21 anos, ocorrida no ano passado. O réu, que irá a julgamento popular, é o policial militar Vinícius Oliveira Coradim Alcântara, 22 anos, que está detido no presídio Romão Gomes, em São Paulo.

Com o encaminhamento do caso ao cartório, serão providenciados partir de agora todos os preparativos necessários para agendamento do júri popular do réu. Tanto Ministério Público quanto a defesa do policial militar podem solicitar o arrolamento de até cinco testemunhas de acusação e defesa para serem ouvidas durante a audiência de julgamento. Ainda não há previsão de uma data para realização do júri.

O homicídio de Diogo Belentani, filho do coronel Armando Belentani Filho, ex-comandante do CPI 10 (Comando de Policiamento do Interior), completa um ano no próximo dia 15. O crime ocorreu em uma chácara, na avenida Baguaçu, durante um churrasco.

Réu confesso do tiro que matou o estudante, o policial Coradim Alcântara foi pronunciado pela Justiça local sobre a autoria do crime. Em janeiro deste ano, o juiz Adelmo Pinho, após audiência de instrução e oitiva de testemunhas e do próprio acusado, decidiu sobre o encaminhamento do caso para júri popular.

O policial militar, desta forma, responderá por três crimes: disparo aleatório de arma de fogo, homicídio doloso (quando há intenção de matar) e fraude processual.

De acordo com o promotor do caso, Adelmo Pinho, o fato de o acusado não ter recorrido da pronúncia da Justiça local pode ter sido uma estratégia da defesa para acelerar o julgamento. “Se tivesse recorrido, esse caso poderia demorar para ter uma definição do julgamento. Como não houve recursos dentro do prazo específico, o júri pode ser marcado mais rapidamente”, disse ele à reportagem, em maio deste ano.

Se tivesse recorrido do recurso, apesar de todos os agravantes apresentados na denúncia do Ministério Público e o que foi acolhido pela Justiça local, a apreciação da apelação poderia demorar mais de ano para ocorrer, devido à quantidade de processos criminais em andamento no judiciário do Estado de São Paulo.

Coradim Alcântara vem sendo mantido preso devido à gravidade do crime que cometeu e pelo fato de, durante as investigações, ele ter pressionado testemunhas. Na ocasião da pronúncia, o promotor Adelmo Pinho disse que a família do acusado vinha mantendo contato com testemunhas e interferindo no processo.

No entendimento do promotor, o réu quis matar a vítima e isso já está provado nos autos. As sucessivas mentiras contadas pelo réu durante todo o processo de investigação ‘caíram por terra’, na avaliação do promotor. “No dia do julgamento, perante o júri popular, a verdade prevalecerá e a Justiça será feita”, disse o promotor em maio deste ano, quando Coradim Alcântara se tornou réu de fato.

Em agosto do ano passado, a Polícia Civil de Araçatuba realizou reconstituição do crime, para colher informações do inquérito que foi apresentado à Justiça. Coradim Alcântara, que já estava preso, deslocado até Araçatuba, para dar detalhes de como o crime foi praticado.

INSTRUÇÃO PROCESSUAL

Em audiência de instrução realizada em 9 de janeiro, a Justiça local ouviu depoimentos de sete testemunhas de acusação, quatro de defesa e do próprio réu. O policial militar acabou confessando ter disparado contra o estudante e ter modificado a cena do crime, apesar de sustentar que não teve a intenção de matar Belentani.

Conforme o promotor Adelmo Pinho, as informações e relatos do próprio réu obtidos na audiência deixaram claro que no dia do crime o policial militar, em um determinado momento do dia, usou sua arma de serviço para efetuar um disparo aleatoriamente na chácara onde ocorria o churrasco. À noite, Alcântara veio a atirar contra o estudante, após uma discussão, e posteriormente fraudar a cena do crime, colocando a arma na mão da vítima, enquanto ainda estava no chão e antes mesmo de receber qualquer tipo de socorro.

Mesmo alegando não ter tido a intenção de matar Diogo Belentani – tese usada pela defesa para desqualificar a ação do réu –, o policial militar disse que sua arma estava nas mãos do estudante e que após retirá-la da vítima, ele se colocou em posição de tiro. No entanto, o disparo, neste momento, teria ocorrido acidentalmente. Coradim Alcântara e Belentani, segundo apuração policial, discutiram durante o churrasco por conta de uma garota. Ela teria relação amorosa com o policial militar e também com o estudante.

Com imagens da TV TEM.


 

 


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