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ESPERANÇA
Jovem polonês pode salvar a vida de guararapense com leucemia
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A cura do guararapense Thiago Marini Wilfer, 34 anos, que tem leucemia e precisa passar por um transplante de medula óssea com urgência, pode estar nas mãos de um jovem polonês de 26 anos de idade. Ele apresentou 90% de compatibilidade com o paciente brasileiro e pode ser o anjo que irá salvar a vida de Thiago, que já está passando por exames para ser submetido ao procedimento.

O ideal é que a compatibilidade fosse de 100%, mas apesar de todos os esforços de amigos e familiares, que se empenharam na realização de campanhas para o cadastramento de doadores no Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea), ainda não apareceu um doador 100% compatível.

O próprio Thiago gravou um vídeo, que já tem 4 milhões de visualizações nas redes sociais e sensibilizou milhares de pessoas em todo o País. Gente do Rio Grande do Sul, Curitiba, Joinville, Paraná, Santa Catarina, Ceará, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e de outros Estados se tornou doadora após o seu apelo.

Mesmo assim, o doador  ideal não surgiu até agora. A dificuldade, comparada a procurar uma agulha no palheiro, deve-se à miscigenação do povo brasileiro, formado por diferentes raças.

Mas o Thiago não pode mais esperar e precisa fazer o transplante em outubro, segundo sua esposa, Marina. Os cadastros de doadores continuam, na tentativa de encontrar um doador 100% compatível, mas como a luta é contra o tempo, os médicos selecionaram um doador que tem 90% de compatibilidade, que se cadastrou em 2015 e está a exatos 9.999 quilômetros do território brasileiro, na Polônia.

DENTRO E FORA DO BRASIL

Isso foi possível porque os registros internacionais estão interligados e a busca por doadores é feita ao mesmo tempo dentro e fora do Brasil. Quando não é encontrado dentro do País, parte-se para os registros de outras nacionalidades. Neste caso, o Redome aponta os possíveis doadores e o médico do paciente faz a seleção.

O doador, então, passa por testes para a confirmação da compatibilidade e é submetido a exames para avaliar a sua saúde. Após seguir todo o trâmite estabelecido pelo registro internacional de doadores, é agendada a coleta das células-tronco.

 

MATERIAL COLETADO VEM DE AVIÃO PARA O BRASIL

O material coletado é trazido para o Brasil por transporte aéreo, por um courier (profissional designado levar o material até o hospital onde o paciente será transplantado). O transporte é pago pelo governo brasileiro.

As células-tronco do doador ficam armazenadas em uma bolsa de coleta, que é transportada em uma caixa térmica validada e refrigerada entre 5 e 20° C. A caixa não pode passar pelo raio X nos aeroportos e viaja junto ao courier dentro do avião.

Tudo é alinhado com os médicos que farão o transplante. Eles ficam de sobreaviso, porque o ideal é que o paciente receba as células-tronco do doador em até 72 horas após a coleta do material. Após este tempo, as células começam a perder viabilidade.

CONFIANTES

A família está bastante otimista com o transplante. “O Thiago está melhor, está se fortalecendo e o médico está confiante em que vai dar tudo certo”, afirma Marina.  Apesar disso, ainda há esperança de o doador 100% compatível aparecer, o que tornaria o transplante mais seguro, por isso, ela ressalta que as pessoas devem continuar se cadastrando no Redome, por meio dos hemonúcleos.

Nesta terça (11), Thiago fez uma quimioterapia no sistema nervoso central e passou por exame que apontou que as células cancerígenas estão zeradas, ou seja, o tratamento conseguiu “limpar a medula” para receber o transplante, o que aumenta as suas chances de cura.

ENXERTO-CONTRA-HOSPEDEIRO

O principal receio é de Thiago possa desenvolver a chamada doença enxerto-contra-hospedeiro, que ocorre quando as células do doador (o enxerto) reagem contra o organismo do paciente (hospedeiro). No entanto, a doença pode surgir mesmo que o doador seja um irmão ou irmã.

Ela pode ser aguda, ocorrendo nos primeiros 60 dias após o transplante e comprometer a pele, fígado e o trato gastrointestinal. Já a crônica surge até um ano após o procedimento e compromete vários órgãos, como olhos ou pulmão. O tratamento é feito com medicamentos e acompanhamento de exames laboratoriais.

 

FILHO RASPA A CABEÇA PARA FICAR IGUAL AO PAI

Solidário com o drama do pai, o pequeno Nicolas, de dez anos, decidiu raspar a cabeça em homenagem a Thiago, que ficou bastante chateado ao perder os cabelos durante o tratamento da leucemia. “Nas outras fases do tratamento, ele não tinha perdido os cabelos desse jeito”, conta a mãe e esposa, Marina.

O garoto disse à mãe que precisava fazer algo para que pai se sentisse melhor. “Eu quero que meu pai veja que estou igual a ele”, disse ele à mãe, ao tentar convencê-la a raspar a cabeça.

A mãe, a princípio foi contra, porque o filho era muito apegado ao cabelo e estava deixando as madeixas crescerem. “Ele não deixava a gente cortar nem as pontinhas”, disse Marina.

Thiago ficou muito emocionado com o gesto do filho e chorou ao ver seu rebento com os cabelos raspados. “Meu filho mostrou o amor que sente pelo pai. Alguns coleguinhas disseram que ele não ficou muito bem sem cabelo, mas ele disse que não se arrepende e disse que o importante é ver o pai feliz”, afirma Marina, orgulhosa com a atitude do menino.


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