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ECONOMIA E AGRONEGÓCIO
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PARALISAÇÃO DOS CAMINHONEIROS
Indústrias da região começam a sentir os efeitos da paralisação
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Indústrias da região de Araçatuba já sentem os reflexos da paralisação dos caminhoneiros. Algumas suspenderam a produção desde sexta-feira (25), por falta de matéria-prima. Outras enfrentam dificuldade em despachar as mercadorias fabricadas.

Em Birigui, calçadistas estão sem insumos para fazer a sola dos calçados. As empresas não mantêm grandes estoques destes produtos nas fábricas, por isso o impacto na produção, afirma o empresário Carlos Mestriner, proprietário da Klin.

Outro ponto, segundo ele, é que tem mais de cem vendedores de calçados que não conseguem trabalhar desde a semana passada, por causa do desabastecimento de combustível. “Além das dificuldades na economia e o baixo volume de encomenda nas fábricas, agora temos o impacto de os vendedores não conseguirem trabalhar”, afirmou Mestriner.

O presidente do Sinbi (Sindicato da Indústria do Calçado e Vestuário de Birigui), Samir Nakad, que é também diretor-regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), disse que todos os setores estão sofrendo os reflexos da paralisação dos caminhoneiros, que nesta terça-feira (29) entrará em seu nono dia.

“A situação é de paralisação da Nação. No Porto de Santos, tem 80 navios aguardando para descarregar. E pra ajudar a Receita Federal de lá entrou em greve também”, afirmou.

Em 40 anos, Nakad diz que nunca viu uma coisa parecida com esta situação. “Algo insuportável é isso o que estamos vivendo e não podemos dizer que os culpados são os caminhoneiros”.

Ainda segundo o líder de classe, muitas indústrias calçadistas já deram férias coletivas aos seus funcionários, por causa da falta de pedidos. Outras estão usando o banco de horas. Se a paralisação persistir, mais empresas devem optar por férias coletivas. “Para que o mercado se acerte vai levar algum tempo. O problema é generalizado”.

Nakad, que é proprietário da Sameka, diz que até sua empresa enfrentou problemas nesta segunda-feira (28). Ele tinha mercadoria para faturar, mas a transportadora não foi buscar.

Mestriner diz respeitar o pleito dos caminhoneiros e, como empresário e brasileiro, apoia o movimento. “O que os caminhoneiros fazem é importante, mas esperamos que as coisas comecem a correr normalmente em breve”.

EMBALAGENS

A unidade da WestRock (antiga Rigesa) em Araçatuba, que produz embalagens de papelação ondulado, acionou seus planos de contingência por causa da paralisação dos caminhoneiros. Segundo a empresa, as expedições estão completamente comprometidas por causa das dificuldades logísticas.

O turno de produção da zero hora da empresa não ocorre desde domingo. Somente funcionários da expedição e manutenção trabalham, mas em manutenções preventivas.

Segundo a assessoria de imprensa da WestRock, alguns caminhões estão chegando de forma tímida e o Comitê de Crise local da empresa analisa turno a turno a necessidade de ajuste na produção local.

“A produção de embalagens de papelão ondulado em todas as nossas unidades continua e está sendo estocada”, diz a nota emitida pela assessoria, com a ressalva de que há problemas na expedição.

A produção de papel, matéria prima das embalagens, permanece sem alteração, segundo a empresa, mas também está com a expedição comprometida.

Conforme a WestRock, não é possível precisar quanto tempo será preciso para normalizar as entregas após o encerramento da paralisação.

 


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