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ECONOMIA E AGRONEGÓCIO
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CRISE
Indústria de calçados de Birigui demite 115 trabalhadores
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A indústria de calçados infantis femininos Klassipé, de Birigui, demitiu, na tarde desta quarta-feira (19), 115 trabalhadores. A empresa, que atua no mercado desde 1999, está em recuperação judicial há um ano e já vinha demitindo funcionários, mas em menor número.

Foram dispensados colaboradores de vários setores, mas a maioria era da linha de produção. Muitos choraram ao receber a notícia das demissões. Ao serem desligados, eles receberam apenas R$ 100,00.

A indústria não pagou o décimo-terceiro salário, as férias, a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2017 e a multa de 50% sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Além disso, faz um ano que a empresa não deposita FGTS.

O Sindicato dos Sapateiros de Birigui está acompanhando o caso. “Não vamos descansar enquanto os trabalhadores não receberem todos os seus direitos”, afirmou a presidente da entidade, Milene Rodrigues, que esteve na empresa, ontem, e tem nova reunião nesta quinta-feira com os representantes da indústria.

Ela informou que o sindicato conseguiu que a empresa comunicasse a Caixa Econômica Federal das demissões, para que os funcionários possam sacar o FGTS no próximo dia 27. E, nesta quinta, vai exigir que a Klassipé apresente a documentação do seguro-desemprego.

“Estamos intervindo para que o trabalhador possa ter acesso o quanto antes ao que ele pode receber rápido, como é o caso do FGTS e do seguro-desemprego”, explicou.

Segundo Milene Rodrigues, o sindicato também está orientando os trabalhadores a providenciarem os documentos para ingressar com ações trabalhistas, assim que a Justiça do Trabalho voltar do recesso.

A Klassipé está localizada na Avenida Antônio da Silva Nunes. A indústria tem, ainda, segundo o sindicato, cerca de cem funcionários.

(ATUALIZAÇÃO ÀS 10H17): 

O diretor da empresa, Edilson Roberto Luquetti, disse que as demissões foram necessárias para reduzir custos e continuar produzindo. A indústria chegou a ter 550 funcionários e a produzir 2.800 pares de calçados por dia.

Antes das demissões desta quarta-feira, mantinha 260 funcionários, Hoje, possui 120 funcionários trabalhando (há alguns afastados por licença médica).

Luquetti garantiu que todos os direitos trabalhistas serão honrados. "A gente vem cumprindo os compromissos com os funcionários. Infelizmente, não pudemos evitar estas demissões. O mercado está muito ruim", lamentou.

Para janeiro, a previsão é chegar à produção de 1.500 pares/dia. Em fevereiro, a meta é chegar aos 2.500 pares/dia. A previsão é de voltar a contratar daqui a dois meses, segundo o empresário.

 

 

 


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