ARAÇATUBA | 22 JUNHO
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CIDADES
ECONOMIA
Impostos municipais: ruim com eles; caótico sem eles
O ano mal começa e os "IPs" passam a incomodar o bolso já raso de tantos cidadãos. A caravana do tributo passa forte pelas finanças das famílias em todo o Brasil a partir de janeiro, fazendo "cair a ficha" que o novo ano chegou com os velhos impostos.

Certamente dez entre dez pessoas se sentem desprestigiadas em pagarem deveres como o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) e tantos outros embutidos nessas siglas. Chega a ser quase unânime entre os contribuintes que pagamento de imposto é um buraco onde não se vê o fundo, pois as cidades, o Estado e a Nação continuam do mesmo jeito, sem perspectivas de melhorias.

A bronca geral é válida, pois o Brasil é um dos países que menos aplica os impostos na certeira toada do custo e benefício. As pessoas se sentem lesadas em pagarem taxas de toda a natureza e conviverem com serviços públicos arcaicos e estruturas beirando o terror. Quem contribui quer ver sua rua, sua comunidade e seu município melhores, porém isso nem sempre acontece.

Todavia, o calote nos impostos não é o melhor caminho para melhorar a vida do cidadão. Trazendo para a nossa realidade particular, Araçatuba tem uma dívida ativa (o que o município tem a receber de impostos e taxas) assustadora: R$ 307,8 milhões. Um dinheiro pendente que seguramente muito traduz do porquê das coisas não estarem um pouco menos terríveis.

O orçamento da cidade passa essencialmente pelo recebimento de IPTU, ISS, IPVA e afins. Sem esse dinheiro são inevitáveis os atrasos salariais, o remédio no posto de saúde, o kit escolar do estudante e até mesmo o material que ameniza aquele buraco infernal na rua da casa do contribuinte.

Entretanto, vale ressaltar que não basta receber os impostos: é preciso administrar bem os recursos. Do que adianta ter o dinheiro se ele é jogado no ralo dos cargos desnecessários, de compras faraônicas e outras coisas? É aí que passa a principal solução para a ineficácia do "feed back" dos valores arrecadados: eleger governantes capazes de gerirem os recursos com responsabilidade, astúcia e isenção.

Pague em dia, pois "dar perdido" é o avesso perigoso do protesto. Porém cobre no mesmo imediatismo. Leia, participe, opine e marque pesado. Não deixe que façam do seu dinheiro um tobogã de incompetência.

Cláudio Henrique é jornalista e estudante de História
Anunciante
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