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CIDADES
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PERIGO
Homem é internado após ser picado por aranha-marrom
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O projetista hidráulico e elétrico Celso Ribeiro Carvalho, 53 anos, está internado na Santa Casa de Araçatuba, após ter sido picado por aranha-marrom, a segunda espécie mais venenosa de aracnídeo, conhecida por possuir um veneno capaz de matar todas as células próximas de onde sua picada foi dada, provocando a chamada necrose. Em alguns casos, pode ser fatal.

Carvalho, que mora em Araçatuba, descansava em seu horário de almoço, na obra de uma construtora, em Fernandópolis, onde trabalha, quando foi picado, na região entre a boca e o nariz.

O acidente ocorreu na segunda-feira (6), no entanto, só foi detectado que se tratava de picada de aranha-marrom na quinta-feira (9), quando o projetista passou por atendimento na Santa Casa de Araçatuba e exames apontaram a gravidade do caso.

Ainda em Fernandópolis, com muito inchaço e dor, ele passou por atendimento médico, mas a suspeita inicial foi de que se tratava de alergia alimentar ou picada de inseto.

Com o passar dos dias, porém, ele passou a apresentar necrose em parte da boca e do nariz, e foi trazido para Araçatuba, onde recebeu o diagnóstico.

Ele já tomou o soro antiaracnídeo, mas a família do paciente diz que ele sente muita dor e o ferimento provocado pela picada está aumentando. “O veneno está comendo parte da face dele. De ontem pra hoje, a ferida aumentou e entrou no nariz, comendo a parte interna”, descreveu a esposa, Laudiceia.

Ela afirma que ele mal consegue respirar de tanta dor, por isso, está tomando morfina.

A preocupação é tanta que a família estuda a possibilidade de transferir Carvalho para o Hospital Vital Brasil, ligado ao Instituto Butantan, em São Paulo, especializado em tratamentos de picadas de animais peçonhentos. “Lá tem especialista em picada de aranha-marrom”, disse.

Para isso, entretanto, é necessário que haja consenso entre os médicos de Araçatuba e os de São Paulo, quanto ao estado do paciente e as possibilidades de tratamento.

Conforme a assessoria de imprensa da Santa Casa de Araçatuba, o paciente está em avaliação na Urgência e Emergência, com quadro clínico estável.

CARACTERÍSTICAS

A aranha-marrom possui seis olhos de cor branca e pode medir até 12 centímetros. Como o próprio nome diz, tem cor marrom.

Este tipo de aranha provoca acidentes quando comprimida, por isso, é comum ocorrer a picada quando a pessoa está dormindo ou se vestindo. O tronco, abdome, coxa e braço são os locais de picada mais comuns, segundo o médico Carlos Sampaio, diretor do Hospital Vital Brasil, especializado no atendimento a pacientes picados por animais peçonhentos.

Conforme ele, a aranha-marrom é o animal peçonhento que traz o maior desafio para o médico, pois o veneno provoca uma lesão dermatológica que pode ser confundida com outras doenças. Em alguns casos, segundo ele, pode haver destruição de glóbulos vermelhos no sangue e insuficiência renal.

Geralmente, sua picada não dói. A ferida aparece 24 horas depois. Normalmente, as alterações na pele mais comuns são queimação, vermelhidão, mancha roxa, inchaço, bolhas e coceira.

O quadro pode evoluir para necrose, provocando fortes dores pelo corpo, além de mal-estar, náusea e dor de cabeça.

O tratamento é feito com soro antiaracnídeo e o uso de corticoides para ajudar a desinflamar a área afetada pelo veneno. No entanto, o médico explica que "quanto mais cedo puder inativar o veneno injetado, menor será o estrago que o veneno terá feito".

A aranha-marrom não é considerada agressiva e gosta de lugares escuros, quentes e secos. Elas costumam viver debaixo de cascas de árvores, em folhas secas, buracos, telhas e tijolos empilhados, muros velhos e paredes de galinheiros.

Dentro de casa, ficam atrás de quadros, armários, entre livros e caixas de papelão. Materiais de construção, como tijolos, telhas, azulejos e madeiras, também servem de abrigo para as aranhas.

CASOS

Dados do Ministério da Saúde apontam que houve 7.300 acidentes com picadas de aranha-marrom no Brasil em 2016. Destes, apenas seis evoluíram para óbito. 

 


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