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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
FAZER O BEM
Governo tenta fazer Marly quitar dívida para salvar cargo
Fonte ligada à base governista do prefeito Dilador Borges (PSDB), na Câmara, informou ao Política e Mais que o governo municipal está tentando convencer a secretária de Cultura, Marly Garcia, a quitar sua dívida de R$ 64 mil com o município, pelo sumiço de oito aparelhos de ar-condicionado no período em que atuou como Diretora de Cultura, numa tentativa explícita de salvar o cargo que ocupa.

O governo teme o que pode acontecer caso o MP acate representação formalizada à Promotoria Cível pelo jornalista Iranilson Silva, acusando o prefeito de ter cometido improbidade administrativa ao nomear Marly uma vez que ela tinha uma dívida de ressarcimento aos cofres públicos, imposta pelo TJ-SP, desde 2014.

Para ser nomeada como secretária, Marly teve que reconhecer sua dívida, que saltou de pouco mais de R$ 19 mil para a casa dos R$ 64 mil. A Prefeitura, entendendo se tratar de um débito tributário, parcelou a despesa em 90 vezes. Fato que também é questionado no MP, uma vez que dívida desta natureza não se enquadraria como tributo.

De acordo com a pessoa que passou tal informação ao Política e Mais, o município tem buscado pareceres de todos os cantos para justificar que a nomeação de Marly se deu dentro da legalidade. Nos moldes do que defendia a administração municipal quando o ex-secretário de Assuntos Jurídicos, Ermenegildo Nava, teve irmã e nora nomeadas para cargos apadrinhados no Executivo. Ele caiu com apenas 13 dias na função.

Na próxima segunda-feira (13), a Câmara fará a leitura de um pedido de CP (Comissão Processante) formalizado pelo ex-candidato a vereador Daniel Lameu, que concorreu pelo grupo político de Dilador. Tudo pode acontecer até lá, apesar de a tendência ser mais que óbvia: os parlamentares que integram a bancada do tucano, ou "cambada" como gosta de definir o parlamentar estreante Almir Fernandes Lima (PSDB), deve se manifestar pelo arquivamento do caso no Legislativo.

Neste caso, ganha um doce quem acreditar que a tese a ser defendida em plenário é a de que o caso já está sendo investigado pelo Ministério Público. Igualzinho como acontecia nos tempos em que o prefeito era Cido Sério (PT). Contrariando o discurso de Dilador, de que em sua gestão, não haverá nada igual ao que foram praticado pelo PT em outrora.
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