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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
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Bertin
Frigorífico da região foi usado em possível 'cala boca' sobre morte do ex-prefeito Celso Daniel
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Um dos donos do frigorífico Bertin, de Lins, empresa que hoje compõe a holding JBS, foi denunciado nesta sexta-feira (06), pelo Ministério Público Federal de Curitiba, por participação em um esquema de lavagem de dinheiro que acabou contribuindo com uma provável "operação cala boca" envolvendo a morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT).

Natalino Bertin é acusado de lavagem de dinheiro emprestado pelo Banco Shahin. Um total de R$ 12 milhões passaram por contas do frigorífico e foram distribuídos em um esquema criminoso, conforme apontam procuradores da república que nesta sexta-feira denunciara à Justiça um total de 20 pessoas envolvidas com corrupção. São nomes que vão desde o ex-senador Gim Argelo, passando pelo marqueteiro Marcos Valério; pelo ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, até o empresário Ronan Maria pinto.

Este, de acordo com a denúncia, teria usado parte do dinheiro, que passou pelas contas do Frigorífico Bertin, para comprar ações do Jornal Diário do Grande ABC e, assim, impedir que o periódico desse continuidade à publicação de reportagens que associavam seu nome à morte do ex-prefeito Celso Daniel.

BERTIN - LINS

TRANSAÇÃO

Especificamente sobre o que está mais próximo dos leitores da nossa região, a denúncia apresentada nesta sexta-feira pelo MPF detalha como se deu o envolvimento do Frigorífico Bertin, que tem como origem a cidade de Lins, no vultuoso esquema de corrupção.

Diz trecho da denúncia:

"O valor total do empréstimo junto ao Banco Schahin, de R$ 12 milhões, foi transferido de Bumlai (José Carlos Bumlai, já denunciado por corrupção envolvendo a Petrobras e amigão do ex-presidente Lula) para a conta bancária do Frigorífico Bertin. Na sequência, o responsável no frigorífico repassou a quantia de R$ 6 milhões para a Remar Agenciamento e Assessoria Ltda, de Osvaldo Rodrigues Vieira Filho, empresário do Rio de Janeiro que já havia sido indicado por outros membros do Esquema.

Com os valores na conta da Remar, Vieira Filho promoveu transferências diretas e indiretas, seja em depósitos para a Expresso Nova Santo André, empresa de ônibus controlada por Ronan, ou para outras pessoas físicas e jurídicas que foram indicadas pelo empresário para receber os valores escusos.

Para a Expresso Nova Santo André, foram repassados R$ 2.943.407,91. ao receber este recurso, a empresa realizou transferências que totalizaram R$ 1.200.000,00 para a conta de um dos acionistas do Diário do Grande ABC como pagamento pela compra das ações do jornal. O acionista do jornal também recebeu uma transferência direta da Remar de R$ 210 mil como parte do pagamento pela venda do jornal. De acordo com depoimentos, Ronan decidiu adquirir o veículo de comunicação para impedi-lo de continuar publicando notícias em que seu nome era vinculado ao assassinato de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André".

Toda a denúncia do MPF tem uma lista de 20 nomes. Cabe agora, ao juiz Sérgio Moro, decidir se recebe ou não as acusações para instauração de processo criminal contra os arrolados no caso.

Sem associar alhos a bugalhos, as apurações criminais da Lava Jato se aproximam cada vez mais de Araçatuba. Muita gente na cidade deve estar preocupada.

BERTIN - LAVA JATO 2
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