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ESTRE COMPRA MONTE AZUL E ASSUME LIXO DE ARAÇATUBA
Fundada em Araçatuba há 25 anos, a Monte Azul Ambiental - antiga Monte Azul Ferraz - não pertence mais ao empresário Fernando Dib Daud. A empresa, que trabalha com a gestão de resíduos em 31 cidades do Estado de São paulo, foi comprada pelo Grupo Estre Ambiental a um custo superior a R$ 70 milhões.

Procurado pelo Polícia e Mais há pouco mais de uma semana, Daud disse que para falar sobre o assunto, precisaria, primeiro, ler um termo que havia assinado - dando, com tal declaração, indícios evidentes da venda da Monte Azul Ambiental. Pouco tempo depois, a reportagem recebeu, via assessoria de imprensa da empresa, uma nota dizendo que a proposta de venda ainda está em análise.

"A Monte Azul Ambiental informa que está estudando proposta para negociar o controle da empresa que há 25 anos atua em mais de 30 municípios no Estado de São Paulo", é o que afirma a empresa. No entanto, o Política e Mais apurou que a venda da empresa local, especializada na coleta e destinação de lixo, além de limpeza em vias públicas, ocorreu no mês de fevereiro.

A compra da Monta Azul Ambiental se deu pouco tempo após a Estre Ambiental também se juntar a um outro grupo empresarial sediado nos Estados Unidos. Essa transação ocorreu em dezembro de 2017 e amplia o potencial da operadora de resíduos, que já é uma das principais do Brasil e América Latina.



 

O QUE A ESTRE LEVA DA MONTE AZUL

Informações obtidas pelo Política e Mais mostram que a Monte Azul Ambiental, por ser uma empresa especializada na gestão de contratos, não tem um grande patrimônio físico. A operadora de limpeza pública, que tem na sua carteira de clientes as cidades de Araçatuba, Marília, Catanduva, Lins e Botucatu possui uma frota de 80 caminhões de coleta e tem um aterro sanitário na cidade de Osvaldo Cruz, que recebe resíduos de municípios daquela região.

As informações sobre a transação comercial entre Monte Azul Ambiental e Estre indicam também que, somente em 2017, a empresa que nasceu em Araçatuba teve uma receita líquida correspondente a R$ 77 milhões.

Outra informação apurada é de que tanto a Monte Azul Ambiental como a Estre ainda não falam abertamente sobre a venda porque a conclusão da aquisição está sujeita a condições habituais de fechamento de negócios, incluindo aprovação regulatória pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).



ESTRE PÕE À VENDA ÁREA EM ARAÇATUBA PARA CGR

Nos últimos anos, a Estre Ambiental se viu no meio de uma polêmica em Araçatuba após ter comprado, na região do bairro rural da Prata, uma área de 73 hectares onde pretendia instalar um CGR (Centro de Gerenciamento de Resíduos) para receber lixo de mais de 30 cidades da região.

A aquisição da área gerou mobilização da sociedade e campanhas para que Araçatuba não se tornasse a capital de um grande lixão. Na Câmara, as estão vereadoras Edna Flor (PPS), atual vice-prefeita da cidade, e Tieza Marques de Oliviera (PSDB), lideraram ações para a criação de leis que hoje impedem o recebimento de resíduos de outros municípios, sepultando assim os planos de criação de um CGR no município. Tanto é que, após a inviabilização do empreendimento, a área na região rual da Prata foi colocada à venda.

Com a compra da Monte Azul, existe um planejamento para implantação de novas tecnologias para destinação do lixo produzido em Araçatuba. Existe uma discussão em andamento para que o lixo local seja melhor explorado na geração de recursos, com a destinação de mais resíduos para reciclagem. O que garantiria sobrevida ao atual aterro sanitário.



ESTRE ASSUME CONTRATOS DE R$ 51 MILHÕES COM GESTÃO DILADOR

Alvo de inúmeras críticas por parte de eleitores, lideranças políticas e representantes de entidades de classe que nas eleições de 2016 ajudaram a eleger o atual prefeito de Araçatuba, Dilador Borges (PSDB) e sua vice, por sorte do seu próprio destino a Estre Ambiental, com a compra da Monte Azul, assume contratos milionários firmados com a atual administração.

Em 2017, a gestão de Dilador e Edna Flor, por meio de licitações, firmaram contratos com a Prefeitura que vão lhe render R$ 51,9 milhões até o mês de novembro de 2018. Tais contratos incluem a coleta do lixo doméstico e de recicláveis, destinação e tratamento dos resíduos produzidos no município, assim como a limpeza de ruas, avenidas e logradouros públicos.
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