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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
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Escolas municipais não terão limpeza nesta segunda (03); Prefeitura pode contratar empresa de aliado político em nome de 'laranjas'
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As escolas da rede municipal de ensino não terão limpeza nesta segunda-feira (03). A informação é de que a empresa contratada pelo serviço, ainda em 2016, desistiu de uma renovação e por conta disso a Prefeitura tem que formalizar parceria com uma nova prestadora de serviços para evitar um caos no setor educacional.

Ocorre que, nem no site da transparência da própria Prefeitura nem a imprensa oficial do Estado, onde são publicados editais municipais, constam informações de que a Prefeitura instaurou processo emergencial para a contratação de uma prestadora de serviços de limpeza da escola. Não bastasse, chama atenção as informações que vêm dos bastidores da administração, de que o município estaria pronto para formalizar, nesta segunda-feira, a contratação de uma empresa com atuação em Araçatuba, ligada a um coordenador de partido político e, por tabela a um vereador, que estiveram entre os principais apoiadores da campanha do governo DILAFLOR - este aí, formado pelo cimenteiro Dilador Borges (PSDB) e pela defensora dos direitos humanos, da ética, da legalidade e da moralidade, Edna Flor (PPS).

Se a empresa em questão for a mesma que muitas pessoas que acompanham administração pública e suas contratações está pensando, ela, na verdade, vem desde a administração municipal prestando serviços à Prefeitura, em especial no Paço, rodoviária, Funerária e Atende Fácil. Pelos serviços prestados, recebeu em 2016 a quantia líquida de R$ 972.222,94. Somente em 2017, a mesma empresa faturou R$ 183.404,14.

Confirmando a transação, a futura contratada deverá executar serviços emergenciais no lugar da antiga contratada, que em 2016 recebeu da Prefeitura a quantia de R$ 4.410.000,00. E que desistiu das atividades em Araçatuba, onde em 2017 faturou R$ 426.250,00.

AS AMARRAÇÕES

O Política e Mais recebeu a informação de que 14 empresas apresentaram propostas para vencer a disputa emergencial. No entanto, um grupo delas seria de pessoas ligadas ao mesmo político, que, na prática, seria o dono destas empresas, geridas pelos famosos "laranjas". A prestação de serviços, em caráter emergencial, deve ser por um mês, até que um processo licitatório definitivo seja concluído.

Concretizando a disputa e a contratação de empresa ligada a aliado político, o processo fica notadamente maculado. Até porque, é muito fácil de se constatar quem são os donos de tais empresas, o patrimônio que eles possuem, em nome de quem estão os carros que usam e até mesmo de onde é o escritório que faz a contabilidade de todas estas prestadoras de serviços.

O político em questão tem pelo menos 12 empresas, até onde se sabe, sendo a maioria delas registradas em nomes de "laranjas". Em caso de interesse em se investigar o caso, será muito fácil para o Ministério Público - a Câmara não precisa contar com ela, pois os ilustres parlamentares são avessos a investigações - descobrir as relações. A quebra de sigilos pode muito bem comprovar essa amarração caso ela seja concretizada. Em especial, o telefônico. Até porque, as pessoas que estão à frente das empresas do partidário, não fazem nada sem consultar a ele próprio ou então a seu contador, que mora em uma pequena cidade da região.

Nesta segunda-feira, o governo deve concluir tal processo. Só resta saber se a vice-prefeita, Edna Flor (PPS), que sempre pregou a ética, a moralidade e a legalidade, está por dentro de tudo isso. E se compactua com isso. Caso tenha seu aval, será vergonhoso para uma sociedade que tanto acreditou em seus propósitos políticos.
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