ARAÇATUBA | 19 AGOSTO
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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
Araçatuba
Em ano eleitoral, quem, de fato, acredita nessa 'junção' anunciada entre Araçatuba e Birigui?
Chega a ser impressionante a forma como nossos governantes ainda nos tratam de forma provinciana, para não dizer um tanto quanto burra, em períodos pré-eleitorais. Sempre inventam uma promessa mirabolante que, na hora do vamos ver, foge em grande parte a tudo que foi falado.

Nas eleições municipais de 2012, o grande assunto vou a venda do Daea (Departamento de Água e Esgoto de Araçatuba) para a construtora OAS, com a promessa de que os serviços de saneamento seriam modernizados, isso e aquilo. Se passaram três anos e o que se viu foi a empresa vencedora de licitação sucumbida no escândalo da operação Lava Jato e a concessionária vendida a um grupo da Coreia do Sul que até agora, de fato, o pode de Araçatuba não sabe quem é.

HERNANDES E BERNABÉ 2

Neste ano, a bola da vez é o famigerado discurso de criação de uma metrópole regional com a, mais uma vez, promessa de junção de Araçatuba e Birigui, cidade que são concorrentes e que, na prática, jamais deixarão de disputar entre si.

Eis que surge, no tal Café Empresarial promovido pela gestão araçatubense, o grupo Tarraf, de São José do Rio Preto, com o discurso de que comprou uma grande área na divisa das duas cidades e que, por ter terra em ambos municípios, vai promover a união de novos nestes rincões do noroeste paulista.

Sem desmerecer o empreendimento, é preciso levarmos em consideração informações mínimas que pode servir de alerta e fazer com que araçatubenses e biriguienses fujam de um discurso que, neste momento, está mais para eleitoreiro que qualquer outra coisa.

A tal junção foi anunciada agora, mas só deve ter início no segundo semestre de 2017. Ou seja, daqui um ano. Até lá, muita coisa pode acontecer. O que reforça ainda mais a tese de que tal anúncio foi feito para que os grupos políticos dos prefeitos de Araçatuba, Carlos Hernandes (PMDB), e o de Birigui, Pedro Bernabé (PSDB), possam fazer com que seus grupos políticos tirem proveito da forma como bem entender.

Mais que isso, o anúncio foi feito agora porque, daqui alguns dias, se inicia o período eleitoral. Daí, o tal protocolo de intenções assinado entre as duas cidades, ficaria inviabilizado por força de lei.

Em tempos de crise, de fato, só Deus pode saber se um dia essa tal junção sairá do papel. Tudo depende da economia do País, que vai de mal a pior. E Só para constar, essa cantilena de unificação das duas cidades é coisa para lá de velha.

Quem não se lembra do tal shopping Arabi, prometido para uma área, na divisa entre as duas cidades, em área à beira da rodovia Marechal Rondon? Tem também o outro shopping anunciado pelo prefeito afastado Cido Sério (PT) - lembram-se dele? -, ao lado do Unisalesiano, na estrada do Guatambu. Isso sem falar nos gigantescos condomínios que estão sendo construídos, mas de forma lenta.

Todos são empreendimentos que, por motivos óbvios, levam o cidadão de mínima percepção a não se iludir com tudo que sai da boca de político e também de empresário. Veremos, lá no segundo semestre de 2017, se o tal empreendimento vai mesmo sair do papel.
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