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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
GERAL
Educação de Cido Sério comprou livros sobre vinho e churrasco

Passados 17 dias de gestão, a administração do prefeito de Araçatuba, Dilador Borges (PSDB), começou a abrir a "caixa-preta" da gestão de seu antecessor, o petista Cido Sério (PT). O atual governo fez ao Ministério Público denúncia de gastos da ordem de R$ 320 mil, feitos pela secretaria de Educação, que não se ajustam às necessidades da educação infantil.


Reportagem da TV TEM, afiliada da Rede Globo, veiculada na noite desta terça-feira (17) mostram compras abusivas feitas pelo governo municipal e outras que carecem de justificativas convincentes para o gasto do dinheiro público.


De acordo com a reportagem do jornalista Patrick Lima, o município comprou lousas interativas, ao custo de R$ 50 mil, no ano de 2009, que nunca foram usadas. Também fez despesas com tintas e materiais de construção que estariam vencidos e adquiriu 460 portas, pelo valor aproximado de R$ 65 mil, que estão fora dos padrões usados na rede municipal de ensino.


Mas um dos gastos que mais chamam atenção diz respeito à compra de livros com dicas para churrasco e vinhos, além de material destinado à preparação para quem vai prestar concursos públicos.


Boa parte dos materiais adquiridos pela administração de Cido Sério foi destinada ao projeto "Tenda Cultural", que teve custo da ordem de R$ 320 mil. Uma afronta às necessidades da educação municipal.


EDUCAÇÃO - DENÚNCIA MP 2


"Encontramos escolas com bastante precariedade, necessitando de coisas mínimas como laudo de bombeiros para poder funcionar porque não estão adequadas em termos de segurança. Por outro lado encontrado algumas compras que entendemos não terem sido bem planejadas", disse a atual secretária de Educação, Silvana de Souza e Souza.


A reportagem também denunciou o fato de uma servidora pública, com salário superior a R$ 3 mil, ter trabalhado como funcionária de um Cemfica (Centro Municipal de Formação Integral da Criança e do Adolescente) até novembro do ano passado, mesmo com a unidade tendo sido fechada há quatro anos. No local, hoje funciona um Cras (Centro de Referência de Assistência Social).


Questionado sobre os problemas, apontados pela nova administração, o antigo secretário de Educação, Luís Carlos Custódio, disse que as lousas interativas, avaliadas em mais de R$ 50 mil, não foram compradas em sua gestão. Sobre portas e materiais de construção, disse que são sempre usados nas escolas da rede municipal e que estão guardados adequadamente.


Sobre os livros que falam sobre vinhos, churrasco e concurso, Custódio disse que o projeto "Tenda Cultural" visava atrair para as escolas os pais de alunos, que teriam acesso a estes materiais. A respeito da funcionária que trabalhou em um Cemfica sem que o mesmo existisse, ele afirmou que a Prefeitura deve abrir uma sindicância para apurar o caso.


As denúncias feitas ao MP serão distribuídas a um dos promotores que atuam na cível para apurar se os envolvidos no caso cometeram algum tipo de crime ou mesmo improbidade administrativa.


Com informações e imagens da TV TEM.


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