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OPINIÃO
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EDITORIAL
Edna Flor, petisco da direita em Araçatuba
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Quem não sabe onde pisa ou dorme tranquilamente com os dois olhos fechados, em política se dá mal. Nela não há lugar para posições dúbias.

A vice-prefeita de Araçatuba, a advogada Edna Flor (PPS), entrou na toca da raposa munida apenas com a cara e coragem e foi fritada. O projeto mandado à Câmara Municipal de Araçatuba pelo prefeito Dilador Borges (PSDB), solicitando majoração de 54% do salário de sua vice foi a passagem de farinha de rosca para que a fritura fosse à milanesa. Assim o prato se tornou mais saboroso à direita de Araçatuba.

Limita-se neste texto à análise da participação de Edna Flor à eleição de 2016. Sabia-se que a formação política dela era de esquerda, mas havia deixado o PT há algum tempo, embora continuasse ligada à Teologia da Libertação da Igreja Católica e à política de Direitos Humanos. Mas para os tucanos, que tentavam eleger Dilador Borges pela terceira vez, com insucesso nas duas primeiras, diziam que “Edninha era gente do bem, coração de ouro”.

Como vice, ela teve o mesmo papel de Carlos Hernandes (MDB) na candidatura de Cido Sério (então PT) em 2008: chegar à vitória. Era a vice para Dilador Borges ganhar a eleição. Mas, pelo mesmo ardil, tanto Edna (em 2018) como Hernandes (2010) foram candidatos a deputado estadual, queimando a pretensa popularidade com votações pífias. Nenhum prefeito gosta de um vice mais popular do que ele próprio.

Edna Flor sempre foi uma profissional da política. Quando ficou sem cargo em Araçatuba, trabalhou noutros municípios. E a esperança de ganhar melhor com o cargo de deputado estadual se esvaiu. Ganhar R$ 7 mil como vice; reduzidos a R$ 5 mil com os descontos, com expediente integral, ficou sendo pouco. Indicou duas secretárias, mas ganha menos do que elas.

No primeiro turno, Edna apoiou juntamente com o prefeito Dilador o candidato a presidente da República Geraldo Alckmin (PSDB). Não houve conflitos, mas no segundo turno, Bolsonaro passou a ser o candidato do prefeito, e a base de Edna Flor recusou. Para a direita de Araçatuba, ela não era mais a “Edninha do bem”, passou a ser uma traidora.

Não foi a esquerda que se manifestou publicamente contra o aumento salarial da vice-prefeita Edna Flor, mobilizando a população. Foi o movimento de direita encabeçado pelo MBL. E o projeto foi arquivado pela Câmara Municipal de Araçatuba.

Carlos Hernandes continuou candidato a vice de Cido Sério em 2012 (então PT) por compaixão, pois não houve dissintonia política. Com certeza, Edna Flor não será candidata a vice de Dilador em 2020, há o PSL querendo espaço, porque as paixões políticas acirraram e Edna não é mais tolerada pela direita. Se queimou com a esquerda quando saiu do PT há mais de dez anos, agora com a direita. Vai ser difícil se eleger vereadora na próxima eleição. Está sendo servida pela direita como petisco.

 

 

 

 


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