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CIDADES
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CRISE NA SAÚDE
DRS pede intervenção da Prefeitura de Guararapes na Santa Casa
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O DRS II (Departamento Regional de Saúde) solicitou, nesta quarta-feira (4), a intervenção da Prefeitura de Guararapes na Santa Casa local, após a greve deflagrada pelos oito médicos do corpo clínico do hospital, na noite do último domingo (1º), por atraso no pagamento dos salários. Com a paralisação, os atendimentos eletivos (agendados) estão suspensos.

A assessoria de imprensa do prefeito Tarek Dargham (PTB) informou que ele está avaliando a situação e ainda não decidiu que providência será tomada. A Santa Casa de Guararapes ficou sob intervenção do município por dois anos, entre 2015 e 2017. Em março do ano passado, voltou a ser administrada por uma irmandade composta por 15 pessoas, que elegeram um provedor.

DÉFICIT

O déficit mensal do hospital é de R$ 100 mil, com um passivo acumulado de R$ 600 mil. “Esta situação é normal, você paga um fornecedor hoje, outro amanhã, isso dá para administrar”, afirma o provedor, Marcos Takashi Sabane.

O problema, segundo ele, é o déficit referente aos salários dos médicos, que chega a R$ 300 mil e equivale aos quatro meses em atraso no pagamento dos vencimentos.

A folha de pagamento dos médicos da Santa Casa é de R$ 80 mil. O corpo clínico é formado por obstetra, clínica médica, ortopedista, cirurgião geral e anestesista. Todo o corpo clínico está parado.

CIRURGIAS

Por mês, são realizadas 24 cirurgias eletivas de hérnia, apendicite, hemorroida, fimose, vasectomia, além de partos, que também foram suspensos com a greve. As cesáreas estão sendo transferidas para outros municípios, via Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde).

Segundo o provedor, o plantão 24 horas está funcionando normalmente, ou seja, os atendimentos de urgência e emergência não foram afetados com a paralisação dos médicos.

RECURSOS

 A Santa Casa é mantida com recursos do SUS (Sistema Único de Saúde), particulares e convênios. Do SUS, recebia R$ 174 mil, mas o hospital paga R$ 34 mil mensais referentes à parcela do empréstimo feito no ano passado para o custeio de despesas – em março de 2017, a dívida do hospital era de R$ 2 milhões.

Já a Prefeitura de Guararapes, repassa R$ 300 mil por mês à Santa Casa, mas o montante é suficiente apenas para o setor de urgência e emergência.

A saída, segundo o provedor, é buscar recursos nas esferas estadual e federal. “O município também passa por dificuldades”, reconhece.

Na última semana, Sabane participou de uma reunião com o secretário estadual de Saúde, Marco Antônio Zago, junto com outros 19 provedores. Todos eles buscavam recursos do governo estadual para driblar a crise por que passam os hospitais que administram. Até agora, porém, o provedor não obteve retorno em relação a um possível repasse de recursos pelo Estado.

Sobre a paralisação dos médicos, não há previsão de término.

 

 

 

 

 


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