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ECONOMIA E AGRONEGÓCIO
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PROTESTO
Donos de restaurantes fazem abaixo-assinado contra Bom Prato
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Donos de restaurantes da região central de Araçatuba estão recolhendo assinaturas para um abaixo-assinado solicitando mudanças no fornecimento de refeições no Restaurante Bom Prato. Eles alegam queda de até 70% no movimento de seus estabelecimentos, o que provocou demissões e dificuldades na manutenção de seus negócios.

A ideia, segundo o comerciante Ailton da Silva, dono do restaurante Comida do Dia, localizado na Rua Tupi, é entregar o documento ao prefeito Dilador Borges (PSDB) para sensibilizá-lo em relação às dificuldades do comércio que oferece comida a preços populares.

“Nós só queremos que eles forneçam as refeições para quem realmente precisa”, afirma Silva. Conforme ele, o Bom Prato está recebendo um público que não precisa do serviço social, pois tem condições de pagar um restaurante convencional, como comerciários, bancários, moto-taxistas e funcionários de escritórios.

Ele conta que servia entre 180 e 220 refeições por dia antes da inauguração do Bom Prato, no início de julho. Hoje, serve 36 refeições diárias, uma queda que chega a 83%. “Nós pagamos impostos, geramos empregos e estamos sendo prejudicados”, lamenta.

Segundo ele, o aluguel do prédio onde o restaurante funciona está atrasado, assim como o salário dos funcionários, que antes eram em 19 e agora são em quatro, por causa das dificuldades causadas pela queda no movimento. Em seu restaurante, são servidos pratos feitos e self-service, com preços que variam de R$ 10,00 a R$ 18,00.

O comerciante Guilherme Arthur de Oliveira Braga, dono do Restaurante Braga, na Rua General Glicério, em frente à antiga cadeia, também reclama do impacto do Bom Prato em seus negócios, com redução de 50% no movimento. Ele oferece a opção self-service a R$ 8,00.

Seu restaurante era frequentado por comerciários e moto-taxistas, que, segundo ele, migraram para o restaurante popular subsidiado com recursos do poder público. “Os moradores de rua não estão indo comer no Bom Prato e o que a gente quer é que esse restaurante atenda quem realmente precisa”.

Por causa da queda nas vendas, ele dispensou uma funcionária. Hoje, além dele, trabalham no local uma funcionária e seu irmão, que o ajuda na hora do almoço.

OUTRO LADO

A Prefeitura informou que o modelo do Bom Prato é do Estado e que o restaurante é aberto a todas as pessoas que procurarem pelo serviço.

Ainda segundo o município, não há critério para o fornecimento das refeições. “A Prefeitura segue o modelo em vigor em todo o Estado. Não há intenção de rever o projeto, que é de segurança alimentar, para toda a população”, afirmou a assessoria de imprensa da Prefeitura.

O Bom Prato serve 1,5 mil refeições por dia, sendo 300 no café da manhã, a R$ 0,50, e 1,2 mil no almoço, a R$ 1,00.

 


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