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CIDADES
MESTRADO
Docente aborda em mestrado efeito das faltas de profissionais da saúde

A enfermeira Daniele Catelan, de 37 anos, professora do curso de medicina do UniSalesiano defendeu recentemente na USP (Universidade de São Paulo) tese de mestrado sobre um tema que afeta tanto as pessoas que precisam de atendimento quanto as unidades de saúde pública: as faltas de profissionais em seus postos de trabalho.

A tese de mestrado foi baseada em pesquisa realizada pela professora em unidades de atendimento ligadas ao DRS 2 (Departamento Regional de Saúde), onde também trabalha, entre os anos de 2011 e 2017.

Foram avaliados índices de faltas, ou ausências no trabalho, em unidades do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) na região de Araçatuba, gerenciadas por OSS (Organizações Sociais de Saúde) contratadas pelo governo do Estado de São Paulo.

O resultado do trabalho mostrou que o absenteísmo, termo técnico usado para classificar a falta no trabalho por profissionais de saúde, gera falhas no atendimento ao usuário, prolonga a conclusão de diagnósticos, prejudica o trabalho médico, aumenta o tempo de espera para tratamento de outros usuários e desperdiça recursos públicos. “Além de contribuir para a lentidão da rede assistencial do SUS (Sistema Único de Saúde), tornando-a ineficaz e desacreditada”, diz a professora.

De acordo com ela, a pesquisa que realizou teve teor qualitativo e foi feita diretamente com trabalhadores de AMEs da Região de Araçatuba e prestadores de atenção secundária à saúde.

Para Daniele, o estudo foi importante para otimizar as ofertas de serviços em saúde que, muitas vezes, são escassas. “Serviu também para identificar os fluxos organizacionais e as pessoas envolvidas nos processos de gestão”, diz.

Sobre o curso de mestrado profissional de Formação Interdisciplinar em Saúde, na USP, a da Daniele o classifica como uma necessidade de continuar os estudos, uma vez que é graduada em enfermagem pela Famema (Faculdade de Medicina de Marília).

Coordenador do curso de Medicina do UniSalesiano, o médico Antônio Henrique Poletto, diz que o rigor do mestrado e do doutorado em instituições sérias confere ao professor maior consistência e senso crítico. “O que é muito importante para os nossos propósitos na formação de médicos”, disse, referindo-se a qualificação da colega de graduação.


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