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Diretor da Asperbras, de Penápolis, pode ter pago propina a juiz
A Procuradoria-Geral da República e o Conselho Superior de Magistratura de Portugal instauraram inquérito para investigar se o juiz desembargador Rui Rangel, responsável pela Operação Rota do Atlântico, a "Lava Jato Lusitana", recebeu propina do empresário José Veiga, diretor da Asperbras, empresa de Penápolis que tem como principal mandatário Beto Colnaghi, que aqui no Brasil tem relações próximas com o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, preso pela Polícia Federal em Curitiba.

O possível pagamento de propina ao magistrado pelo diretor da Asperbras foi denunciado no último sábado (01), pelo jornal português Correio da Manhã. José Veiga foi preso em fevereiro, sob acusado de corrupção internacional, fraude fiscal, branqueamento de capitais e tráfico de influência em Portugal e países da África. (Na foto acima, estão a logomarca da Asperbras, ao lado do magistrado rui Rangel; abaixo, Beto Colnaghi e o diretor José Veira)

Em maio deste ano, a Rota do Atlântico, conduzida pelo juiz que acaba de ser acusado de receber propina, prendeu na Argentina um diretor financeiro da Asperbras, José Maurício Caldeira. Ele é acusado de integrar esquema de superfaturamento de obras públicas, corrupção e lavagem de dinheiro em Portugal e na África.

A prisão dos diretores ligam a Asperbras, segundo investigações em andamento no Brasil, em Portugal e na África, ao ex-ministro Palocci, que também é uma das principais lideranças do PT (Partido dos Trabalhadores). Ele acaba de ter bens bloqueados pela Justiça local e é apontado como operador de conta em um banco em Miami, nos Estados Unidos, cujo valor pode passar de R$ 1 bilhão.

CONFUSÃO

Ao noticiar sobre os milhões de dólares de Palocci, descobertos nos Estados Unidos, o site o Antagonista, em nota publicada nesta terça-feira (04), chegou a dizer que os investigadores do caso poderiam fazer escala em Araçatuba. Porém, na verdade, isso pode acontecer em Penápolis, cidade sede da Asperbras e a pouco mais de 50 quilômetros de distância.

Nesta quarta-feira, O Antagonista, ao falar do possível suborno ao juiz português, trata Beto Colnaghi como sendo de Araçatuba, o que não procede. Também fala de sua amizade com Palocci. Em 2002, foram apreendidas em caixas num jatinho de Colnaghi, caixas com dólares para a campanha eleitoral do PT que teriam vindo de Cuba.

Colnaghi também teria, devido a sua proximidade com Palocci, dado carona por várias vezes em suas aeronaves ao ex-ministro, que também tem sob suas costas a suspeita de ser o proprietário de uma grande fazenda na região de Araçatuba.

Palocci também é acusado de ter favorecido negócios com uma empresa de informática de Araçatuba, a Soft Micro, que, assim como a Asperbras, fez e ainda faz fortuna por países da Ágrica. Entre eles Angola e República do Congo, onde José Veiga, o responsável por ter pago possível propina ao magistrado da Rota do Atlântico, era o principal representante da Asperbras.

POSSIBILIDADES EM ARAÇATUBA

Sobre Palocci e diretamente Araçatuba, o que pode existir e está sendo investigado e um eventual vínculo com grandes transações realizadas na cidade, como a instalação do Estaleiro Rio Tietê, para a construção de barcaças destinadas ao transporte de etanol pelo rio, e a concessão do antigo Daea ao grupo OAS, que transformou a autarquia municipal na empresa Samar (Soluções Ambientais de Araçatuba) e já a repassou para um grupo da Coreia do Sul.
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