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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
FAZER O BEM
DILAFLOR contabiliza 6 baixas na cúpula do governo em 69 dias
Em 69 dias de administração - número sugestivo para alguns, estranho para outros - o governo DILAFLOR contabiliza a sua sexta baixa no alto escalão administrativo. Após uma série de denúncias feitas pelo Política e Mais, o prefeito de Araçatuba, Dilador Borges (PSDB) e a vice Edna Flor (PPS), optaram por demitir nesta sexta-feira (10) o servidor apadrinhado Paulo Roberto da Silva, o Paulo Café, até então diretor do Departamento de Trânsito do município.

A sexta demissão de um integrante da primeira linha da gestão municipal abre um leque de pontuações questionáveis não apenas por quem acompanha os atos do governo municipal. Mas, principalmente, pela população que elegeu os gestores que aí estão e que prometeram transparência e respeito a Araçatuba.



Com apenas 13 dias de governo, o então secretário de Assuntos Jurídicos, Ermenegildo Nava (PPS), deixou o governo após vir a público o fato de ter uma irmã e a nora nomeadas em cargos comissionados na administração municipal. Apesar de sustentar até o limite de sua saída a inexistência de nepotismo, o advogado não conseguiu se sustentar diante das críticas que tomaram a cidade e contra um governo que acabara de se iniciar. Ele saiu, no entanto, suas parentes continuam no governo, o que é questionado até hoje.



Logo em seguida, veio a exoneração, também por conta de parentesco, da diretora do Departamento de Proteção Social Básica, Gláucia de Souza Barbosa Calixto, sobrinha da atual secretária de Educação, Silvana de Souza e Souza.



A terceira baixa no primeiro time da dupla DILAFLOR foi do então diretor do Departamento Jurídico, Celso D'Alckmin Filho, que em horário de expediente e, segundo a administração, usando seu local de trabalho, fez na rede social Facebook ataques contra a ex-primeira-dama do País, Marisa Letícia, esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando ela se encontrava hospitalizada, com quadro de morte cerebral, antes de vir a óbito.



A quarta queda de um figurão do governo municipal se deu no dia 14 de fevereiro, quando Dilador e Edna se viram obrigados a demitir a então secretária de Cultura, Marly Garcia, após o caso do sumiço de condicionadores de ar, que lhe rendeu condenação e uma dívida superior a R$ 64 mil, e o aparecimento de um débito da escola onde é sócia para com o município.



Em 23 de fevereiro, Giuliano Mikael Tonelo Pincerato pediu demissão do cargo de chefe de gabinete da pasta de Desenvolvimento Econômico e Relações do Trabalho. Ele durou apenas 13 dias no cargo e saiu alegando questões pessoais. Antes de ser nomeado, o então servidor apadrinhado havia se encontrado na Disney com seu chefe, o secretário Erik Carneiro da Silva, que, estranhamente, saiu de "férias" logo no segundo mês de gestão.



A sexta baixa aconteceu nesta sexta-feira. O genro do ex-vice-prefeito de Araçatuba, Antônio Barreto dos Santos, presidente do PSD, partido que apoiou a dupla Dilaflor nas eleições de 2016, não suportou a pressão após a veiculação pelo Política e Mais de informações incompatíveis com sua atividade.

Inicialmente, o site publicou denúncia de que Paulo Roberto da Silva atuava, paralelamente à atividade de diretor de Trânsito, como motorista de van escolar. Ele não cumpriria seu devido horário de trabalho na pasta de Mobilidade Urbana. Nesta sexta-feira, dia de sua queda, veio a público gravações por ele espalhadas em grupos de whatsapp, revelando cronograma de fiscalização a vans escolares da Polícia Militar, de quem afirma em declaração ter recebido informações de um comandante. Ele também vez ameaças a ex-colegas transportadores de alunos, dizendo que tinha sob seu comando guardas municipais que atuam na fiscalização de tais serviços.

É uma situação lamentável à qual o governo de Dilador Borges e Edna Flor é submetido. Um indicativo de que ou as escolhas foram mal feitas ou os cargos foram preenchidos por meio de acordos políticos que sempre foram combatidos pela dupla, em especial pela vice-prefeita.

A Dilador e Edna, resta como alternativa repensar suas nomeações e avaliar as que de fato merecem ocupar cargos de confiança na administração municipal, uma vez que não falta indícios de que nem todos os apaniguados estão segundo orientações dos gestores. O que significa que mais gente pode cair de um governo que está só começando.


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