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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
Dilador e Edna Flor alegam atraso de 11 anos em alta no IPTU, mas IGNORAM que servidores esperam desde 2008 aumento de 24,52%
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Os argumentos usados pelo prefeito Dilador Borges (PSDB) e sua cúmplice, a vice Edna Flor (PPS), para elevar em 40% o IPTU a ser cobrado dos araçatubenses nos anos de 2018 e 2019 chama atenção para um fato que estava passando despercebido pela população e, principalmente, o funcionalismo municipal, conforme alerta o advogado Lindemberg Melo Gonçalves.

A magnânima dupla DILAFLOR alega que desde 2006 o IPTU de Araçatuba não é reajustado. Por conta de uma observação feita pelo TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo), que não se trata de uma obrigação, o governo municipal está se apegando ao que não foi feito em pelo menos três mandatos anteriores para tentar melhorar sua arrecadação. No entanto, Dilador e Edna simplesmente IGNORAM essa regra quando o assunto é dar a mais de 5 mil servidores da ativa, aposentados e pensionistas reajustes salariais que estão atrasados desde 2008. Ou seja, há oito anos.

Conforme apurou o Política e Mais, a Prefeitura DEVE aos trabalhadores municipais correções salariais da ordem de 24,52%. Percentual confirmado pelo Sisema (Sindicato dos Servidores Municipais de Araçatuba) e que corresponde ao ano de 2008 da gestão do já falecido prefeito Jorge Maluly Netto e de 2015, quando o prefeito era Cido Sério (PT).

Em resumo, na administração DILAFLOR - formada pelo cimenteiro Dilador Borges e pela defensora dos direitos humanos, da ética, da legalidade e da moralidade, Edna Flor - medidas que valem para encher os cofres do governo às custas da população em pleno período de crise, não servem para assegurar obrigações para com os servidores municipais.

Um contrassenso que enterra todo o puritanismo pregado pela vice-prefeita Edna Flor, que quando exercia papel de pedra como vereadora na Câmara, não pensava duas vezes em criticar, denunciar e atacar governos anteriores, mas que, agora, faz vistas cegas para uma questão de extrema relevância. Ou seja, ela é conivente em cobrar 40% a mais de IPTU dos trabalhadores municipais que lhe servem no Executivo, porém NÃO FAZ NADA para garantir o que lhes é de direito: 24,52% de correção salarial.

HOMEM DE MEIAS PALAVRAS

A questão do reajuste em atraso dos servidores foi lembrada pelo advogado Lindemberg Melo Gonçalves por conta de uma declaração dada por Dilador em 22 de fevereiro, durante audiência de prestação de contas da administração municipal realizada na Câmara.

Na ocasião, questionado por um diretor do Sisema sobre reajustes pendentes, o tucano jogou balde de água para lá de gelada nas esperanças do funcionalismo municipal. "Não tenho meias palavras. Não posso assumir compromissos de administrações anteriores", disse em alto e bom som.

"O que me causa surpresa nesse aumento do IPTU em 40% é que o prefeito disse que não faria o reajuste salarial dos funcionários do município retroativo à época do governo do PT e também do já falecido prefeito Maluly Netto. Agora, embora não se preocupando com o reajuste de salários antigos dos funcionários, quer aumentar o IPTU com base em períodos dos prefeitos anteriores", destaca. "É mentira essa conversa de que o TCE esteja exigindo esse reajuste com fundamento em renúncia de receita. O que há no parecer do TCE são observações. E o que o Dilador quer é transferir a conta para nós contribuintes, que em tempos de crise não aguentamos mais uma despesa como essa. E por tabela, deixar os servidores a ver navios".
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