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Pancadas de Chuva a Tarde - Fonte: CPTEC/INPE
OPINIÃO
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Cortando a árvore para apanhar o fruto
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É inegável que o preço dos combustíveis no Brasil é exorbitante e que a indignação dos caminhoneiros e da população em geral, não é apenas legítima, mas importante para que esse cenário mude algum dia. 
Contudo, é de se indagar se o protesto dos caminhoneiros poderia, de fato, reduzir esses preços abusivos. A resposta é,  sempre foi e sempre será negativa. E, para comprovar essa afirmação, basta analisar os seus resultados. 

O governo anunciou a redução temporária (60 dias) de impostos sobre o diesel, e com isso o litro vai custar R$0,46 a menos. A medida vai custar cerca de R$10 bilhões e vai ser paga por toda a população. Também foi concedida aos caminhoneiros a redução do valor dos pedágios, que também será paga por toda a população, em valor ainda não sabido. A gasolina, já subiu, talvez devido ao fato de que a Petrobrás tenha perdido R$126 bilhões em valor de mercado em uma semana (1/3 de seu valor – R$600,00 para cada brasileiro).

No mais, vê-se pelos prejuízos bilionários com a perda de produtos perecíveis, alta generalizada de preços e escassez de produtos, inclusive remédios, e pelo caos instalado no país, que o que estamos fazendo é um sacrifício pelo nada.  

Mas, o que fazer com essa indignação legítima? 

Protestos, mas não para que um governo endividado abra mão de receitas e tenha que se endividar ainda mais. Protestos, para que o governo corte as diversas despesas desnecessárias e, é claro, para que haja concorrência no mercado de combustíveis, e não o monopólio sem sentido da Petrobrás, afinal, “se a Petrobrás é eficiente, não precisa de monopólio e, se é ineficiente, não o merece”. 

Hoje, não faz sentido exigir a redução de impostos (muito menos para setores específicos) se antes, não se exigir a redução de despesas governamentais, pois, se essas existem, a conta tem que ser paga através de impostos, e não é opcional. 

Por isso, não vejo como apoiar o tipo de protesto cuja pauta é economicamente irrealizável e, no fundo, contrária aos interesses do povo brasileiro, pois gera ainda mais pobreza e dificuldades econômicas, embora à primeira vista não aparente.    

Seria muito cômodo e popular fazê-lo, como muitos pré-candidatos fazem. Mas, prefiro ficar sozinho com o que julgo ser verdade do que no oba-oba do que julgo ser mentira.  Tenha sempre cuidado com o que você quer, pois, “quando o eleitor quer o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-lo”, e eles estão por aí aos montes.  

* Felipe Luiz de Oliveira é advogado


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