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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
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Comissão diz que Prefeitura pode manter Hospital da Mulher funcionando com apenas R$ 544 mil

Se quiser, a Prefeitura de Araçatuba consegue manter em atividade o Hospital da Mulher com um gasto mensal de R$ 544.722,31. Para isso, basta fazer cortes em despesas, rescisões contratuais e otimizações de serviços que hoje consomem, desnecessariamente, dos cofres municipais, R$ 449.477,99.


Estas foram as conclusões do estudo realizado por uma comissão formada por representantes do DRS 2 (Departamento Regional de Saúde), da secretaria municipal de Saúde, do Comus (Conselho Municipal de Saúde) e da Câmara, cujo relatório foi apresentado à imprensa e à população na tarde desta quinta-feira (25), no plenário da Câmara.


COMISSÃO - HM 3


Presidente da comissão permanente de Saúde que representou o Legislativo no trabalho desenvolvido, o vereador Rivael Papinha (PSB) disse ao Política e Mais que, após três ameaças de fechamento, o futuro HM está nas mãos do prefeito Cido Sério (PT) e de parcerias que o município pode viabilizar com os governos estadual e federal. Além do parlamentar, atuou nos levantamentos sobre a unidade hospitalar, também representando a Câmara, a vereadora Tieza (PSDB), que também esteve na divulgação do estudo, assim como a parlamentar Edna Flor (PPS).


A comissão que avaliou as condições de manutenção das atividades do HM foi formada em janeiro, depois que a Prefeitura anunciou o fechamento do hospital alegando dificuldades financeiras para manter a unidade, que atende os municípios de Araçatuba, Santo Antônio do Aracanguá e Nova Luzitânia. O estudo foi realizado em aproximadamente 40 dias.


Em visita ao hospital, o grupo verificou a falta de manutenção e conservação de várias dependências. Além da descrição do espaço físico, o relatório apontou uma taxa de ocupação de 30% dos 36 leitos hospitalares atualmente disponíveis.


Para que o Hospital da Mulher continue funcionando, grupo sugere, entre outras medidas, a redução dos gastos com folha de pagamento, a extinção de horas extras, a revisão do contrato para exames de mamografia e a rescisão do contrato com a OS (Organização Social) Associação das Senhoras Cristãs de Araçatuba, que administra o hospital. "A nossa proposta é que a própria Prefeitura assuma a gestão", diz Papinha.


A médio prazo, a comissão propõe gestões para a implantação do sistema de financiamento tripartite - município, Estado e União - e, a longo prazo, a ideia é transformar a unidade em Hospital Regional de Referência em Saúde da Mulher.


"Estamos mostrando ao prefeito Cido Sério que é possível oferecer um atendimento bem melhor que o atual com menos dinheiro. Agora, a decisão é dele", disse a vereadora Tieza. "A nossa expectativa é a de que o prefeito suspenda o fechamento do hospital, analise a nossa proposta e, entendendo que ela é boa, comece a implementá-la", completou Papinha.


Ainda nesta quinta-feira, o relatório com o resultado do estudo seria protocolado na Prefeitura, para conhecimento do prefeito Cido Sério (PT). Após prever o fechamento do HM em 31 de dezembro e, depois, em 31 de janeiro, a administração municipal protelou essa decisão para o dia 27 deste mês. Nada que pode ser novamente mudada pelo Executivo após o trabalho realizado.


"Fiquei bastante surpresa com o trabalho que foi realizado, muito bem feito e trouxe luzes para o não fechamento do hospital. Mostrou pontos a serem corrigidos com a possibilidade de um corte de quase a metade das despesas", avalia a vereadora Edna Flor.


Com informações da assessoria de imprensa da Câmara de Araçatuba.

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