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CENTRO CULTURAL: Revitalização custará R$ 3 milhões e Instituto Pedra inicia estudo este mês; Havan já repassou R$ 210 mil
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O Instituto Pedra, organização da sociedade civil especialista em projetos no campo do patrimônio cultural, com sede em São Paulo, começa a realizar, neste mês, uma pesquisa histórica sobre o Centro Cultural Ferroviário, que está fechado desde 2009 por risco de desabamento. Este trabalho é o primeiro passo para a revitalização do prédio, erguido em 1920 e que abrigava a antiga oficina da NOB (Estrada de Ferro Noroeste do Brasil).

As obras para a recuperação do espaço devem custar cerca de R$ 3 milhões e a expectativa é captar estes recursos por meio do Proac (Programa de Apoio à Cultura). Por meio dele, entidades recebem autorização para obter patrocínio da iniciativa privada para projetos culturais, como os de preservação do patrimônio histórico. Os valores investidos pelos patrocinadores são descontados do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).



O Centro Cultural Ferroviário é tombado como patrimônio histórico e cultural pelo município e pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), órgão estadual. Por iniciativa do então prefeito Cido Sério (PRB) e das Lojas Havan, foi firmado, em abril de 2016, um acordo de patrocínio para o projeto de restauração e adaptação do espaço. A partir daí, surgiu a parceria com o Instituto Pedra.

Em junho do ano passado, o prefeito Dilador Borges (PSDB) e a secretária municipal de Cultura, Tieza Marques de Oliveira, assinaram uma carta de anuência com o gerente de projetos do Instituto, Norton Ficarelli, para retomar o processo de revitalização do espaço.

POR ETAPAS

O projeto se divide em três etapas principais: elaboração do projeto cultural; pesquisa para definição de novos usos do espaço e projeto de restauro e adaptação. "A intenção é contextualizar a importância da oficina na cidade e identificar suas necessidades nos campos de cultura, educação, lazer e turismo", afirma o gerente de projetos do Instituto.



A pesquisa que terá início este mês envolverá o aspecto histórico, arquitetônico e estrutural do prédio, além de uma consulta à população para definir os usos do espaço. "Nós faremos um plano de gestão, com tudo o que será necessário para executar a revitalização; a partir daí, vamos orçar a obra, que, pela experiência que a gente tem, deve ficar em torno de R$ 3 milhões", explicou. Este trabalho de pesquisa está orçado em R$ 500 mil, segundo ele.

PATROCÍNIO

Para viabilizar o projeto, o Instituto conseguiu a aprovação do governo do Estado, em maio deste ano, para a captação de recursos por meio do Proac. Inicialmente, foram liberados R$ 210 mil de patrocínio da Havan. Esses recursos estão em uma conta bancária que o Instituto Pedra vai operar com a supervisão do governo do Estado. "À medida que o dinheiro é gasto, nós prestamos contas ao governo", ressaltou o gerente de projetos do Instituto Pedra.

Como foram liberados R$ 210 mil, a expectativa é obter os outros R$ 290 mil até o mês que vem, por meio do Proac também, a partir do patrocínio da própria Havan e da Gás Brasiliano.



O projeto arquitetônico, que envolve a comunicação visual, paisagismo, parte elétrica e hidráulica, deve ser concluído em setembro deste ano. O início das obras está previsto para o primeiro semestre de 2019, segundo Ficarelli, mas não há um prazo para conclusão. "Uma obra como esta depende da captação de recursos. Se já se tem os recursos em caixa, o prazo para um projeto desse perfil é de pouco menos de um ano, de nove a dez meses", afirmou.

A expectativa é de que outras empresas patrocinem a revitalização por meio do Proac. Ficarelli ressalta que a obra não vai prejudicar as características do espaço, mas vai potencializar sua beleza arquitetônica.

O Centro Cultural Ferroviário foi interditado pelo município há nove anos, por causa de problemas estruturais. A madeira que sustenta o telhado está tomada por cupins, as paredes apresentam infiltrações por causa do acúmulo de água em calhas e ainda foram detectados problemas nas instalações elétricas.



O Instituto Pedra foi fundado em fevereiro de 2013. Desde então, vem desenvolvendo importantes projetos, como o de implantação do Museu Boulieu - Caminhos da Fé, em Ouro Preto (MG), para a preservação e divulgação do acervo de 1.200 obras de arte sacra. A organização social também é a responsável pela recuperação da Vila Tororó, um complexo de 11 edificações erguido no início do século 20.

PARCEIROS

Os interessados em se tornar um parceiro-patrocinador devem escrever para contato@institutopedra.org.br
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