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CULTURA E ARTE
FIGURA DA CULTURA AFRO
Centro Cultural 'ganha' imagem de Zé Pelintra; é descarte ou macumba?

O Centro Cultural Ferroviário de Araçatuba, na Avenida dos Araçás, recebeu um visitante inusitado. Uma imagem da entidade Zé Pelintra foi deixada no local, chamando a atenção de quem passa por lá. Ela foi colocada em um canteiro onde há um cruzeiro de madeira.

A imagem, que mede aproximadamente um metro de altura, mostra a entidade, que é negra, de cabeça inclinada, de terno e sapatos brancos, gravata e lenço vermelhos e chapéu panamá. 
Considerado o patrono dos bares e casas de jogos, Zé Pelintra é tido como uma das mais importantes entidades de cultos afro-brasileiros, principalmente entre os umbandistas.

Para o empresário e umbandista João Marcelo Buchi Marcondes, a imagem foi deixada no Centro Cultural como descarte, e não necessariamente como um despacho (como normalmente são chamados os trabalhos espirituais). 

Ele acredita que alguém quis se desfazer da imagem e a deixou naquele espaço, porque o ponto energético de Zé Pelintra é na linha do trem. “Como o Centro Cultural está ligado à antiga linha do trem, a imagem foi deixada ali”, opinou. 

Outra hipótese é terem deixado a imagem no local para impressionar alguém. “Pode ter sido uma brincadeira também, para passar a imagem de que foi feito um trabalho, a chamada macumba”, disse. 

Zé Pelintra trabalha na abertura de caminhos e de dinheiro, segundo Marcondes. “Ele é o Exu, é o chefe que comanda a linha dos baianos”, explicou. 
O empresário e umbandista destaca ainda que, apesar de ser considerado o patrono dos bares, a entidade é considerada um espírito de muito conhecimento, luz e evolução.

HISTÓRIA

Marcondes conta que há várias histórias em torno da figura de Zé Pelintra. A primeira delas é que ele seria pernambucano, teria vivido no século 19. Criado por uma família de nobres, teria recebido estudo, mas tinha o vício de jogar cartas, por isso vivia na boêmia, gostava de bares. Ganhava muito dinheiro, era tido como esperto e as pessoas o chamavam de “pilantra”, que, com o passar do tempo, virou “pelintra”, Zé Pelintra.

Outra versão é a de que ele ganhava muito dinheiro com os jogos, gastava muito, mas ajudava muita gente, não guardava nada para ele. Ao ficar doente, teria voltado para a família.

REVITALIZAÇÃO

Nesta tarde, o prefeito Dilador Borges (PSDB) e a secretária de Cultura, Tieza Lemos Marques, receberam a diretoria do Instituto Pedra, de São Paulo, para dar início ao processo de elaboração do projeto de revitalização do Centro Cultural Ferroviário, prédio erguido na década de 1920 e que funcionava como oficina das locomotivas da antiga NOB (Rede Ferroviária Noroeste do Brasil). 

O espaço está com a estrutura comprometida e deverá passar por uma revitalização viabilizada por meio do Proac ICMS (Programa de Ação Cultural), que prevê o repasse de recursos do ICMS que seriam pagos ao Estado por empresas a projetos culturais. Inicialmente, a Havan destinou parte de seu ICMS para a revitalização do Centro Cultural, mas a expectativa é de que outras empresas possam aderir ao projeto.


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