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ECONOMIA E AGRONEGÓCIO
PECUÁRIA TECH
Central Leilões fará venda de gado por Smart TV e parceria no pantanal

De um lado, o boi tocado em terras pantaneiras, pelo brejo, tendo o verde do campo como paisagem da pecuária tradicional, em pleno século 21. De outro, uma plataforma acessada pela televisão, no conforto da sala de casa ou do escritório, com todas as opções de compra de gado ofertadas por meio digital. 

Nestes dois universos distintos, a vice-líder no mercado de leilões no País, com uma movimentação de R$ 170 milhões ao ano e a comercialização anual de 60 mil cabeças de gado de corte e 12 mil touros para a produção de carne a campo, a Central Leilões, com sede em Araçatuba, espera alavancar ainda mais a sua participação no agronegócio, de olho nas necessidades de seus clientes. 

Com 21 anos de atuação no setor, a empresa, ao mesmo tempo em que lança um aplicativo para Smart TV (tecnologia inédita para o segmento de leiloeiras), acaba de firmar uma parceria com o Recinto Piquiri, localizado em Coxim (MS), para viabilizar negócios em terras pantaneiras. 

A Central já tem em sua marca a vanguarda. É a pioneira na transmissão de leilões virtuais; na divulgação de vídeos de lotes de animais; e na produção de conteúdos do setor para mídias digitais. Com a nova plataforma digital, lançada o início deste mês, pretende atender àqueles criadores que não têm acesso aos canais de TV por assinatura ou via satélite, com a transmissão de leilões. 

O aplicativo para Smart TV está interligado com a programação da Central TV para transmitir os leilões realizados pela empresa, além de divulgar seus eventos e ações, com entrevistas, depoimentos de criadores e clientes, imagens do gado a ser comercializado e muita informação para contribuir com a tomada de decisão do pecuarista

“A comercialização de animais vai passar por isso aqui”, afirma Campo. A Central atua em todo o território nacional e realiza mais de 150 eventos por ano, entre remates virtuais e presenciais. 
A ferramenta está disponível nas lojas de aplicativos das Smart TVs de todas as marcas, como Samsung, LG, Sony, entre outras. Basta entrar nas lojas, baixar o aplicativo e assistir às transmissões.

Para Lourenço Campo, a Smart TV vai complementar a plataforma digital desenvolvida pela empresa, que inclui um portal (www.centralleiloes.com.br), aplicativo de celular e mídias digitais. Além disso, servirá como um apoio, pois a Central mantém parceria com as emissoras de TV que transmitem os leilões ao vivo, em especial com a rede SBA (Sistema Brasileiro do Agronegócio), ressaltou Campo.

PANTANAL

Já com a parceria com o recinto Piquiri, a Central espera reforçar a sua atuação no pantanal sul-mato-grossense, atendendo às demandas específicas daquela região. “A pecuária está indo para regiões aonde a agricultura não vai, e este é o caso do Pantanal. Lá não tem agricultura, é só gado”, explica Lourenço Campo.

Ele afirma, no entanto, que era muito difícil atuar naquela região, pois demandaria muito investimento, daí a importância da parceria com o Recinto Piquiri. “Eu precisava ter a coisa meio pronta e essa parceria possibilitou isso”, disse ele, destacando que faz dois anos que está estudando esse negócio.

 

EUA

Outra ação da Central Leilões, mas para 2019, segundo Campo, é levar os criadores brasileiros que atende para conhecer o mercado americano. “O americano é muito prático, é um espelho pra mim, preciso olhar com carinho o que eles fazem”, disse. 
Como exemplo, ele citou uma empresa que faturou US$ 3,5 bilhões e vendeu 2,2 milhões de animais no ano, tudo transmitido de alguma forma pela TV ou pela internet. “Nosso mercado é deste tamanho, estamos engatinhando ainda”.

MERCADO

Sobre o mercado da pecuária, Lourenço diz que o setor está se recuperando, pois 2017 foi um “desastre”, após a Operação Carne Fraca e a delação da JBS. “Foram dois problemas, um sanitário e um de corrupção, que arrebentaram com o nosso mercado”, avaliou.
Em 2018, a pecuária está em franca recuperação, segundo ele. “Nossa movimentação este ano está 40% maior que em 2017 e 18% maior que em 2016”, comemora Lourenço Campo.




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